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segunda-feira, 3 de junho de 2013

O príncipe é um ladrão


O príncipe é um ladrão

Seduzidas por estelionatários, muitas mulheres bem-sucedidas dão dinheiro a "namorados" que conheceram pela internet, até perceberem o golpe



Quando conheceu o americano Andrew pela internet, em junho deste ano, a professora de inglês Maria Cecília achou que sua espera por um novo amor havia terminado. Aos 43 anos, 19 deles dedicados a um casamento que acabou em 2010, ela se sentia pronta para viver aquele romance. “Ele me pegou pelo lado mais fraco”, conta a catarinense. “Dizia acreditar em Deus, ser solitário, sem família, sem amigos, e assim foi ganhando minha confiança.”


Andrew tinha uma história de vida triste, perdeu os pais ainda criança e estava viúvo havia 5 anos. Bem-sucedido profissionalmente, ele agora pensava em passar o resto da vida ao lado de Maria Cecília. O que ela não sabia é que tudo que ele disse e escreveu em quase 2 meses de relacionamento virtual era mentira. As fotos enviadas por e-mail eram roubadas da internet e o nome usado por ele era falso. Só após remessas em dinheiro que totalizaram R$ 20 mil para o suposto Andrew, ela se deu conta de que havia caído num grande golpe – e que o príncipe encantado não existia.



Maria Cecília não é seu nome verdadeiro. Como todas as mulheres com histórias parecidas em várias partes do mundo, ela agora se sente humilhada e tem vergonha de falar sobre o assunto, inclusive para a família. “Eu sou uma pessoa esclarecida, estou na segunda pós-graduação e, mesmo assim, caí na lábia de uma pessoa sem escrúpulos. Isso dói mais que o dinheiro que perdi”, lamenta.


A catarinense foi mais uma vítima do “romance scam”, termo que é utilizado internacionalmente para identificar um golpe organizado que tem como alvo pessoas cadastradas em sites de relacionamento, emocionalmente vulneráveis e com mais de 40 anos. Em todos os casos, o “scammer” (golpista) usa um perfil falso, computadores públicos e argumentos suficientes para convencer suas vítimas que são europeus ou americanos, viúvos, com filhos e à procura de um relacionamento sério.






Os nigerianos são hoje apontados como os principais golpistas na maioria das denúncias registradas – constatação feita após o rastreamento dos IPs (identificador de origem na internet) usados na comunicação com as vítimas. A fraude, aliás, é admitida pelo governo daquele país africano de 140 milhões de habitantes. Lá esse estelionato se enquadra no golpe do 419 (o 171 nigeriano), conhecido ainda como fraude da antecipação de pagamentos.


Dados do Internet Crime Complaint Center (IC3) – site criado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) e pelo National White Collar Crime Center (NW3C) para receber denúncias de crimes cibernéticos nos Estados Unidos – indicam que só no ano passado mais de 5,6 mil americanos caíram na conversa dos golpistas do amor e cada um relatou ter perdido, em média, o equivalente a R$ 18 mil.


Um estudo da University of Leicester, apresentado na conferência anual da Sociedade Britânica de Psicologia em abril deste ano, estimou em 230 mil o número de vítimas do “romance scam” na Inglaterra desde 2008, quando a fraude começou a ser aplicada no Reino Unido. A estimativa do levantamento é que o golpe tenha causado a todas as vítimas um prejuízo médio anual de cerca de R$ 120 bilhões.


Em julho, o jornal australiano “The Sydney Morning Herald” publicou uma reportagem sobre “romance scam” e divulgou que as perdas financeiras com o golpe na Austrália foram de cerca de R$ 44 milhões só no ano passado, com um prejuízo médio estimado de R$ 40 mil por vítima.


Embora esse tipo de golpe já tenha causado prejuízos financeiros e emocionais também no Brasil, país que atingiu 82,4 milhões de usuários de internet no primeiro trimestre do ano, segundo o Instituto Ibope, ainda não existem dados que indiquem o número de vítimas por aqui. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Crimes Cibernéticos (IBCC), Wanderson Castilho, não existem números oficiais, principalmente porque as pessoas sentem vergonha de assumir que caíram em um golpe e, quando assumem, não sabem direito a quem recorrer. “Nossa legislação não acompanha a velocidade da internet. A Lei Azeredo ficou em discussão desde 1999”, critica o perito em crimes cibernéticos, referindo-se ao projeto de lei sobre crimes da internet aprovado em maio último após 13 anos de intensas discussões na Câmara dos Deputados.


Sabe-se que há um número cada vez maior de pessoas que se envolvem com estelionatários do amor graças, principalmente, à iniciativa de pessoas como a blogueira Meg D., que em 2010 criou o http://meg-golpistasvirtuais.blogspot.com.br com o propósito de ensinar vítimas a se livrar dos “scammers”. Colaboradora de sites anti-scam como o http://www.scamalert4u.com (que registra e-mails de fraudadores), em janeiro ela decidiu postar informações sobre os tipos de mensagens usadas por golpistas e como eles costumam agir. “Hoje o foco maior do blog é publicar o endereço de e-mails de golpistas. É a única arma realmente efetiva no combate aos crimes praticados por eles”, diz Meg, cujo blog recebe, em média, 800 acessos por dia.





Outro blog que se empenha em publicar denúncias contra “scammers” é o http://forascammer.blospot.com.br, administrado por Vânia L. Desde que o blog foi criado, há cerca de 1 ano, ela já recebeu quase 500 denúncias, uma delas sobre um golpista que tirou R$ 70 mil reais de uma mineira, em um momento em que ela estava emocionalmente fragilizada: havia perdido o pai e a mãe poucos meses antes de começar a conversar com o golpista.


Nos dois blogs há links para que as vítimas façam denúncias às autoridades competentes, dentro e fora do País, entre elas a Polícia Federal. A Folha Universal procurou a Polícia Federal em busca de informações sobre o assunto, mas a assessoria de imprensa do órgão informou que a apuração de crimes cibernéticos é competência da Polícia Civil. A divisão de comunicação e jornalismo da Polícia Civil do Distrito Federal, por sua vez, informou não dispor de nenhuma autoridade para atender ao pedido de entrevista.


Wanderson Castillho, que também preside a empresa de segurança da informação E-Net Security e já atendeu mais de 30 vítimas do “romance scam” nos últimos 3 anos, conta ter identificado os golpistas em todos os casos para os quais foi contratado. “Mas eu não pude fazer nada porque não sou autoridade. Além disso, eles não acatam decisões que não sejam do país deles.”


Procurada pela reportagem, a Embaixada da Nigéria no Brasil admitiu que o golpe virtual por meio de namoro online é realidade no país, mas não apenas nele. “A insinuação de que a fraude é peculiar apenas na Nigéria ou perpetuada a partir da Nigéria não é senão falácia”, informou, por e-mail, o Ministério de Informação e Educação da embaixada em Brasília (DF). “Embora reconhecendo o fato de que poucos nigerianos podem ter essa forma ilegal de ganhar a vida, deve-se notar que um grande número de nigerianos é igualmente vítima desse crime organizado”, diz em nota oficial.


Ainda de acordo com a embaixada, a Nigéria colabora com a United Nations Office on Drug and Organized Crimes para combater fraudes na internet e mantém, desde 2003, uma comissão de crimes econômicos e financeiros para investigar casos de extorsão na internet, o Economic and Financial Crimes Commission (EFCC). Em julho, o órgão divulgou a foto de Bike John Niye (veja imagem na página 16), um estelionatário de 22 anos condenado a 1 ano de prisão após ter deixado pistas de seu golpe. Usando nome falso, o rapaz convenceu a americana Laura Wallmam, que conheceu num site de namoro, a lhe entregar o equivalente a mais de R$ 100 mil.


O golpista se apresentou à vítima como um empresário que precisava da “ajuda” dela para comprar bens. Por orientação dele, a americana enviou pelo correio um pacote com um ursinho de pelúcia e um tipo sofisticado de celular. Dentro do ursinho havia dinheiro e uma fotografia da vítima. O pacote, endereçado a Toby Encore (nome falso) no subúrbio de Lagos, capital da Nigéria, tinha um número de telefone, o que acabou levando a polícia nigeriana ao golpista.


As investigações revelaram que o nigeriano havia recebido várias somas em dinheiro por meio da Western Union, empresa de transferência de valores com 480 mil pontos de atendimento espalhados por mais de 200 países. Para receber o dinheiro, o golpista usava documento falso, que destruía após sacar a quantia enviada.


Em fevereiro deste ano, o tabloide britânico “Daily Mail” publicou uma história parecida sobre envio de dinheiro. Vicky Fowkes, de 59 anos, também foi enganada por um falso namorado que conheceu pela interntet e entregou a ele suas economias da vida inteira. Um suposto engenheiro civil que dizia se chamar John Hawkins e vivia na Inglaterra estaria na Nigéria a trabalho. Quando disse que retornaria à Inglaterra e poderia encontrá-la, teria sido impedido de sair do país por dever impostos. A quantia que ele pediu à Vicky Fowkes foi o equivalente a mais de R$ 100 mil.


No caso da catarinense Maria Cecília, citada no início desta reportagem, a verdade só veio à tona quando, depois de esperar o suposto Andrew durante horas no Aeroporto de Navegantes (SC), ela recebeu o contato de um homem se dizendo advogado de Andrew e informando que ele não havia embarcado em Johannesburgo, na África do Sul, porque tinha pego, por engano, uma mala com cocaína e, por isso, estava detido na imigração. “Mesmo depois de eu ter enviado quase R$ 20 mil, continuam tentando me convencer de que estão falando a verdade”, revolta-se ela.


Um estudo da University of Exeter School of Psychology, encomendado pelo Escritório de Comércio do Reino Unido, revelou que pessoas que já foram vítimas de golpe estão propensas a cair em um novo, dos mesmos fraudadores. Um truque usado pelos golpistas, diz o estudo, é o contato de um suposto advogado, funcionário do governo ou da polícia do país do golpista oferecendo algum tipo de solidariedade.


A paulistana Ana Cláudia, de 44 anos, não chegou a enviar dinheiro ao “pretendente virtual” que conheceu no Facebook em julho, mas acreditou que estava conversando com um viúvo de Londres que se chamava John Webb e dizia ser engenheiro naval. Acreditou também quando ele disse que viajaria para a Austrália. E teria acreditado mais se a história inventada não fosse tão mirabolante (veja trechos das mensagens enviadas nesta página).





A designer gráfico Bianca, de 39 anos, também desconfiou da história triste do engenheiro civil com sobrenome brasileiro que morava em Londres e não enviou os US$ 900 (R$ 1,8 mil) que ele queria para uma “emergência”. Mesmo assim, Bianca fez uma denúncia à delegacia de crimes cibernéticos em São Paulo. “A mulher que me atendeu disse que, se fosse eu, não mexeria com o assunto. Fiquei com medo”, diz a moça, que conheceu o golpista no site de namoro EBDA, voltado ao público evangélico.


A amazonense Renata, 40 anos, também conheceu um golpista em um site evangélico, o Amor em Cristo. Dizendo ser divorciado, sem filhos e interessado em casar, o suposto americano convenceu Renata a enviar dinheiro. “Tinha muitas dúvidas sobre o que ele dizia e, mesmo assim, acreditei”, arrepende-se ela, que tirou tudo o que tinha na poupança (R$ 300) e fez um empréstimo bancário de R$ 1,7 mil, que vai pagar em 24 parcelas.


Ela ‘caça’ golpistas


A tentativa de golpe que um suposto russo tentou aplicar em Márcia, de 50 anos (foto ao lado, escurecida a pedido), a incentivou a virar caçadora de “scammers”. A abordagem foi feita pelo Facebook em fevereiro e a troca de mensagens durou 37 dias. “Na segunda mensagem já comecei a achar muito amor para quem só tinha fotos. Peguei parágrafos e joguei no Google para descobrir de onde tirava tantas palavras apaixonadas.”


A partir do que leu sobre “scammers”, Márcia ficou esperando que ele anunciasse a tal viagem à África. O golpista pediu US$ 2 mil (R$ 4 mil). “Como não enviei, o amor acabou naquele dia mesmo”, diverte-se, dizendo que é muito fácil identificá-los. “São sempre viúvos e com filhos, a esposa morreu de câncer ou acidente, os pais também morreram, geralmente são filhos únicos e não têm amigos.”


Cadastrada no site de relacionamento Par Perfeito, ela costuma rastrear e-mails suspeitos e faz buscas de imagens no Google. Os IP’s, diz ela, são normalmente do Reino Unido, dos EUA e da África.


Fragilidade exposta


O envolvimento amoroso em um momento onde há fragilidade emocional pode propiciar dificuldade de discernir o certo e o errado, o bom e o ruim, o saudável e o patológico. A afirmação é do psiquiatra Luiz Cuschnir, idealizador e coordenador do Gender Group do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, a carência afetiva, quando em uma dimensão maior do que a possibilidade de reflexão, leva a uma cegueira.


“Se há um terreno fértil com essa fragilidade e se superpõem fantasias que fazem parte do mundo interno emocional da pessoa, ela pode perder-se e agir de uma forma sem o controle necessário para não fazer o que não deve de acordo com seus valores e possibilidades”, diz Cuschnir, criador do Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (Iden), ao comentar sobre o fato de muitas pessoas enviarem dinheiro aos golpistas.


A perda do dinheiro, no entanto, é apenas um detalhe nas histórias das vítimas. No estudo da University of Leicester, apresentado na Conferência Anual da Sociedade Britânica de Psicologia em abril, depressão, culpa, vergonha, constrangimento, raiva e medo foram apontados como os principais efeitos que aparecem depois de um golpe emocional. “A pessoa que foi vítima de um golpe romântico deu tudo de si”, disse ao jornal australiano “The Sydney Morning Herald” o psicólogo forense Donald Thomsom, da Deakin Universtity Australia.


A experiência traumática, analisa Cuschnir, pode servir de aprendizado. “Dar outros valores à vida amplia os horizontes e indica caminhos novos que podem ser de muita valia para quem sofreu essas perdas”, analisa o psiquiatra. Na opinião de Erica Queiroz, especialista em relacionamentos e autora do livro “O amor está na rede”, a internet ainda é o melhor lugar para se encontrar alguém quando a juventude já ficou para trás. Ter sido vítima de um golpe, segundo ela, não significa que a pessoa tenha de desistir de sua busca pela felicidade. “É só não acreditar que existe príncipe encantado.”


Erica observa que existem golpes em todos os lugares, não só na internet. “O problema é que a vítima, na maioria dos casos, está com baixa autoestima e se apaixona por uma ilusão.” Uma maneira de se proteger, diz, é não se relacionar com estrangeiros. “Se já é difícil checar informações aqui, imagine de fora.”






Fonte:http://www.folhauniversal.com.br/capa/noticias/o-principe-e-um-ladrao-14658.html














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Um espaço verdadeiramente democrático , não limitamos e restringimos qualquer tipo de expressão , não toleramos racismo preconceito ou qualquer outro tipo de discriminação..Obrigado Claudio Vitorino

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Claudio Vitorino em ação..

Aquele que acredita que o interesse coletivo está acima do interesse individual , que acredita que tudo e possível desde que tenha fé em Deus e coragem para superar os desafios...

Vida difícil? Ajude um estranho .

Pode parecer ilógico -no mínimo pouco prioritário- ajudar um estranho quando as coisas parecem confusas na nossa vida. Mas eu venho aprendendo que este é um poderoso antídoto para os dias em que tudo parece fora do lugar.

Como assim, pergunta o meu leitor mais cético? E eu explico:
Há duas situações clássicas onde podemos auxiliar uma pessoa que não conhecemos. A primeira é através de doações e gestos similares de caridade. Estes atos são maravilhosos e muito recomendáveis, mas não é deles que quero falar hoje.


Escolhi o segundo tipo: aquelas situações randômicas onde temos a oportunidade de fazer a diferença para uma pessoa desconhecida numa emergência qualquer. Na maioria das vezes, pessoas com quem esbarramos em locais públicos, envolvidas em situações que podem ir do estar atrapalhado até o precisar de mãos para apagar um incêndio.

E o que nós, imersos nas nossas próprias mazelas, distraídos por preocupações sem fim amontoadas no nosso tempo escasso, enfim, assoberbados como sempre... O que nós temos a ver com este ser humano que pode ser bom ou mau, pior, pode sequer apreciar ou reconhecer nosso esforço?


Eu vejo pelo menos seis motivos para ajudar um estranho:


1) Divergir o olhar de nossos próprios problemas
Por um momento, por menor que seja, teremos a chance de esquecer nossas preocupações.
Dedicados a resolver o problema do outro (SEMPRE mais fácil do que os nossos), descansamos nossa mente. Ganhamos energia para o próximo round de nossa própria luta.
Esta pausa pode nos dar novo fôlego ou simplesmente ser um descanso momentâneo.


2) Olhar por um outro ângulo
Vez ou outra, teremos a oportunidade de relativizar nossos próprios problemas á luz do que encontramos nestes momento. Afinal, alguns de nossos problemas não são tão grandes assim...
Uma vez ajudei Teresa, a senhora que vende balas na porta da escola de meu filho. A situação dela era impossível de ser resolvida sozinha, pois precisava “estacionar” o carrinho que havia quebrado no meio de uma rua deserta. Jamais esquecerei o olhar desesperado, a preocupação com o patrimônio em risco, com o dia de by Savings Sidekick">trabalho desperdiçado, com as providências inevitáveis e caras. E jamais me esquecerei do olhar úmido e agradecido, apesar de eu jamais ter comprado nada dela. Nem antes nem depois.
Olhei com distanciamento o problema de Teresa. E fiquei grata por não ter que trabalhar na rua, por ter tantos recursos e by Savings Sidekick">oportunidades. E agradeci por estar lá, naquela hora, na rua de pouco movimento, e poder oferecer meus braços para ela.


3) Não há antes, nem depois ...
Na intricada teia de nossos by Savings Sidekick">relacionamentos, dívidas e depósitos se amontoam. Ajudar um conhecido muitas vezes cria vínculos ou situações complexas. Ás vezes, ele espera retribuir. Outras vezes, esperamos retribuição. Se temos ressentimentos com a pessoa, ajudá-la nem sempre deixa um gosto bom na boca. Se ela tem ressentimentos conosco, fica tudo muito ruim também.
Já com estranhos são simples. É ali, naquela hora. Depois acabou. E não há antes. Que alívio!
(mas não vamos deixar de ajudar os conhecidos dentro de nossas possibilidades, hein?)


4) A gratidão pelo inesperado é deliciosa
Quem se lembra de uma vez em que recebeu uma gentileza inesperada? Não é especial? E nem sempre estamos merecendo, mal-humorados por conta do revés em questão.
Ou quando ajudamos alguém e recebemos aquele olhar espantado e feliz?
Ontem mesmo, eu estava numa fila comum de banco. Um senhor bem velhinho estava atrás de mim. Na hora em que fui chamada, pedi que ele fosse primeiro. “Mas por que, minha filha?”. “Pelos seus cabelos brancos”, respondi. Ele, agradecido, me deu uma balinha de hortelã. Tudo muito singelo, muito fácil de fazer, mas o sentimento foi boooom.


5) Quase sempre, é fácil de fazer.
Uma vez eu fiquei envolvida por uma semana com uma mãe e um bebê que vieram para São Paulo para uma cirurgia e não tinha ninguém para esperar no aeroporto. Levei para um hotel barato, acompanhei por uma semana e tive medo de estar sendo usada, reforçada pelo ceticismo de muitas pessoas ao meu redor. No final, deu tudo certo e a história era verdadeira.
Mas na maioria dos casos, não é preciso tanto risco ou tanto tempo. Uma informação; um abaixar para pegar algo que caiu; uma dica sobre um produto no supermercado. Dar o braço para um cego (nunca pegue a mão dele, deixe que ele pegue o seu braço, aprendi com meu experiente marido). Facílimo, diria o Léo. E vamos combinar, fácil é tudo que precisamos quando o dia está difícil, certo?

6) Amor, meu grande amor
Finalmente, ajudar estranhos evoca o nosso melhor eu. É comum termos sentimentos de inadequação, baixa auto-estima e insatisfação conosco quando estamos sob tempo nublado. E ajudar o outro nos lembra que somos bons e capazes. Ajudar um estranho demonstra desapego, generosidade, empatia pelo próximo. E saber que somos tudo isto quando o coração está cinza... É para olhar com orgulho no espelho, não?

Portanto, se hoje não é o seu dia... Faça o dia de alguém. E se é um dia glorioso... Vai ficar melhor!

Fonte:http://www.vivermaissimples.com/2011/03/vida-dificil-ajude-um-estranho.html

Karoline Toledo Pinto

Karoline Toledo Pinto
Karoline Agente Penitenciária a quase 10 anos , bacharelada no curso de Psicologia em uma das melhores Instituição de Ensino Superior do País , publica um importante ARTIGO SOBRE AS DOENÇAS QUE OS AGENTES PENITENCIÁRIOS DESENVOLVEM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES . Aguardem em breve aqui será publicado .APESAR DAS PERSEGUIÇÕES INFUNDADAS DAS AMEAÇAS ELA VENCEU PARABÉNS KAROL SE LIBERTOU DO NOSSO MAIOR MEDO A IGNORÂNCIA CONTE COMIGO.. OBRIGADO CLAUDIO VITORINO

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