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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Os cinco principais arrependimentos antes da morte






O Hospital Albert Einstein postou, há alguns dias, alguns comentários acerca dos cinco principais arrependimentos que as pessoas têm antes da morte. Veja o vídeo, com participação da geriatra especialista em cuidados paliativos, Ana Cláudia Arantes:


A lista foi elaborada pela enfermeira australiana Bronnie Ware, diante da experiência dela com pacientes terminais. 

Ela publicou o livro “The Top Five Regrets of the Dying” (“Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer”). Veja quais são:
  • Gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
  • Gostaria de não ter trabalhado tanto…
  • Gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos…
  • Gostaria de ter mantido contato com meus amigos…
  • Gostaria de ter me deixado ser mais feliz…


Fonte:http://br.mulher.yahoo.com/os-cinco-principais-arrependimentos-antes-da-morte-142135768.html

Barbosa nega pedido de prisão para os réus condenados no mensalão





O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, negou nesta sexta-feira (21) o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de prisão imediata dos réus condenados no julgamento do mensalão.

Com a decisão, as prisões devem ocorrer somente após a sentença transitar em julgado (momento em que estiverem esgotadas todas as possibilidades de recurso para os réus). A previsão é que isso se dê no ano que vem.

Em seu pedido, o procurador-geral da República havia argumentado ao STF que era possível executar imediatamente a prisão dos condenados porque os recursos à disposição dos réus não teriam o poder de mudar o resultado do julgamento. Na avaliação de Gurgel, uma decisão do Supremo “prescinde do trânsito em julgado” para que seja considerada definitiva.

O Ministério Público também enfatizou a Barbosa que o fato de haver uma “pluralidade de réus” na ação penal acarretará, certamente, a apresentação de “dezenas” de recursos que impedirão por longo tempo a execução das penas. “Isso sem falar na dificuldade, senão impossibilidade, de “controle da abusividade da interposição” desses recursos.

Recesso do Judiciário
Com o início do recesso do Judiciário, nesta quinta (20), Barbosa ficou responsável por todas as decisões urgentes a serem tomadas pelo tribunal durante as férias dos magistrados.

Receosos de que a questão viesse a ser decidida monocraticamente por Barbosa durante o plantão, advogados do do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e de outros cinco réus condenados no julgamento do mensalão tinham protocolado pedido para que o plenário do STF decidisse na quarta (19) se os clientes deviam ser presos imediatamente ou se seria necessário aguardar o trânsito em julgado.

Alguns ministros do Supremo entendiam que não era possível prender os réus condenados na ação penal antes de se esgotarem as possibilidades de recursos. Mas, para Joaquim Barbosa, os outros processos em que os ministros do STF concluíram que só poderia ocorrer a prisão depois do trânsito em julgado eram situações diferentes, já que tinham tramitado em instâncias inferiores.

Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, Barbosa classificou essa circunstância como uma "situação nova". "É a primeira vez que (o STF) tem de se debruçar sobre pena que ele mesmo determinou. Temos uma situação nova. À luz desse fato, de não haver precedente que se encaixe nessa situação, vou examinar o pedido do procurador", declarou.

Penas
Dos 25 condenados no processo, 11 devem iniciar o cumprimento da pena em regime fechado porque receberam penas superiores a oito anos de prisão. Entre eles, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o operador do esquema, Marcos Valério, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, e executivos do Banco Rural.



‎‎Outros 11 réus, condenados a penas entre 4 e 8 anos, entre eles o delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), e o ex-presidente do PT José Genoino, serão encaminhados ao regime semiaberto, em colônia agrícola ou industrial.

Pelo entendimento dos tribunais, se não houver vagas em estabelecimentos de regime semiaberto, o condenado pode ir para o regime aberto (no qual o réu dorme em albergues). Se ainda assim não houver vagas disponíveis, pode ser concedida a liberdade condicional.

Condenados a penas menores do que 4 anos, o ex-deputado José Borba (PMDB-PR), o ex-secretário do PTB Emerson Palmieri e o sócio da corretora Bônus Banval Enivaldo Quadrado irão cumprir penas alternativas.

Execução das penas
Na entrevista concedida nesta quinta, Barbosa também admitiu a possibilidade de ele mesmo tomar as decisões em torno da execução das penas dos réus condenados no mensalão, como a escolha dos locais nos quais eles terão de cumprir as punições.

Durante o julgamento da ação penal, surgiram dúvidas sobre se o relator iria delegar a execução da pena a um juiz de primeira instância ou se definiria os detalhes sozinho.

Indagado sobre o assunto na entrevista, o magistrado indicou que pode assumir a execução das penas. “Qual é o problema? Executar [as penas] é muito menos difícil do que conduzir um processo como esse [do mensalão]”, disse.


Fonte:http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/12/barbosa-nega-pedido-de-prisao-para-os-reus-condenados-no-mensalao.html

Sistema Penitenciário...INACREDITÁVEL!





Sistema Penitenciário...INACREDITÁVEL!

Simplesmente INACREDITÁVEL! É o fim da picada !!!! Vejam o que o PT está tramando, preparando o terreno para os "cumpanhêro" que ficarão presos!!! É uma afronta. Tudo isso tem o respaldo do Ministro da Justiça, o Sr Cardozo. Não é balela de internet. Veja o vídeo da TV CÂMARA onde o Dep Federal Jair Bolsonaro DENUNCIA o PROJETO DE LEI do Dep Fed do PT Domingos Dutra que versa sobre reformas no sistema penitenciário. Tudo sem passar por Comissões do Congresso, bem como pelo Plenário. É revoltante.

Os problemas do sistema carcerário realmente existem, mas só agora, depois que o SUPREMO, democraticamente, puniu estes salafrários usurpadores do erário público, o PT vem com essas reformas que só visam beneficiar esses "bandidos" do mensalão. A internet tem que fazer circular este escárnio. Não é possível que esses políticos do PT continuem a tomar medidas arbitrárias, beneficiando, protegendo ou dando guarida para esses vagabundos que roubam, trapaceiam, etc e ainda querem mostrar que estão sendo injustiçados. Chega desses canalhas.

Pode-se constatar pelo vídeo que o PROJETO existe, mas a gente se pergunta, como isto não é noticiado pelos telejornais? É óbvio que o PT BLOQUEIA a notícia. É óbvio que "eles" não querem que a população tome conhecimento de mais um falcatrua. Isto é censura. Até onde isso vai chegar? Só DEUS sabe.



Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?v=385873591486947&set=vb.100001929274787&type=2&theater

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crianças negras ainda são preteridas por famílias candidatas à adoção





Brasília – Três anos após a criação do Cadastro Nacional de Adoção, as crianças negras ainda são preteridas por famílias que desejam adotar um filho. A adoção inter-racial continua sendo um tabu: das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) são mais da metade das que estão aptas para serem adotadas e aguardam por uma família.

Apesar das campanhas promovidas por entidades e governos sobre a necessidade de se ampliar o perfil da criança procurada, o supervisor da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes, diz que houve pouco avanço. “O que verificamos no dia a dia é que as família continuam apresentando enorme resistência [à adoção de crianças negras]. A questão da cor ainda continua sendo um obstáculo de difícil desconstrução.”

Hoje no Distrito Federal há 51 crianças negras habilitadas para adoção, todas com mais de 5 anos. Entre as 410 famílias que aguardam na fila, apenas 17 admitem uma criança com esse perfil. Permanece o padrão que busca recém-nascidos de cor branca e sem irmãos. Segundo Gomes, o principal argumento das famílias para rejeitar a adoção de negros é a possibilidade de que eles venham a sofrer preconceito pela diferença da cor da pele.

“Mas esse argumento é de natureza projetiva, ou seja, são famílias que já carregam o preconceito, e esse é um argumento que não se mantém diante de uma análise bem objetiva”, defende Gomes. O tempo de espera na fila da adoção por uma criança com o perfil “clássico” é em média de oito anos. Se os pretendentes aceitaram crianças negras, com irmãos e mais velhas, o prazo pode cair para três meses, informa.

Há cinco anos, a advogada Mirian Andrade Veloso se tornou mãe de Camille, uma menina negra que hoje está com 7 anos. Mirian, que tem 38 anos, cabelos loiros e olhos claros, conta que na rotina das duas a cor da pele é apenas um “detalhe”. Lembra-se apenas de um episódio em que a menina foi questionada por uma pessoa se era mesmo filha de Mirian, em função da diferença física entre as duas.

“Isso [o medo do preconceito] é um problema de quem ainda não adotou e tem essa visão. Não existe problema real nessa questão, o problema está no pré-conceito daquela situação que a gente não viveu. Essas experiências podem existir, mas são muito pouco perto do bônus”, afirma a advogada.

Hoje, Mirian e o marido têm a guarda de outra menina de 13 anos, irmã de Camille, e desistiram da ideia de terem filhos biológicos. “É uma pena as pessoas colocarem restrições para adotar uma criança porque quem fica esperando para escolher está perdendo, deixando de ser feliz.”

Para Walter Gomes, é necessário um trabalho de sensibilização das famílias para que aumente o número de adoções inter-raciais. “O racismo, no nosso dia a dia, é verificado nos comportamentos, nas atitudes. No contexto da adoção não tem como você lutar para que esse preconceito seja dissolvido, se não for por meio da afirmatividade afetiva. No universo do amor, não existe diferença, não existe cor. O amor, quando existe de verdade nas relações, acaba por erradicar tudo que é contrário à cidadania”, ressalta.

Fonte:http://anjoseguerreiros.blogspot.com.br/2011/11/criancas-negras-ainda-sao-preteridas.html

Águia tenta roubar bebê que brincava em parque do Canadá




Dois homens e um bebê aproveitavam um dia de Sol em um parque localizado em Montreal, no Canadá, quando tomaram um grande susto. Um dos homens, que filmava o bebê brincando, flagrou o momento em que uma águia tentou roubar o garotinho.

Nas imagens, é possível perceber todo o movimento da ave, desde sua chegada até o momento em que agarra a criança pela roupa e a arrasta por poucos metros. Devido ao peso do menino, a águia não conseguiu ir muito longe e derrubou o bebê no chão. O vídeo foi destaque no site Buzzfeed nesta quarta-feira (19-12).

Fonte:http://anjoseguerreiros.blogspot.com.br/2012/12/aguia-tenta-roubar-bebe-que-brincava-em.html

Brasil produz medicamento para tratamento de câncer



O Brasil passa a produzir um medicamento para o tratamento contra o câncer pela primeira vez. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira o recebimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do primeiro lote nacional do Mesilato de Imatinibe, indicado para o tratamento de leucemia mieloide crônica e de estroma gastrointestinal (tumor maligno no intestino).

A produção será feita pelos laboratórios públicos Instituto de Tecnologia em Fármacos/Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Instituto Vital Brazil (da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com cinco empresas privadas.

— O Brasil só tem condições de produzir um medicamento como esse e atrair o investimento de empresas nacionais porque somos um dos únicos países com mais de 100 milhões de habitantes a buscar atendimento universal e gratuito para todos — disse Padilha.

O acordo prevê a transferência de tecnologia para fabricação e distribuição do medicamento pelos próximos cinco anos. Para este período, o Ministério da Saúde estima que a iniciativa gerará uma economia de R$ 337 milhões ao SUS. A medida beneficiará cerca de 8 mil pessoas. A previsão é que em 2013 sejam entregues ao SUS cerca de 4 milhões de comprimidos do medicamento.


Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2012/12/brasil-produz-medicamento-para-tratamento-de-cancer-3987157.html

No meio do caminho tinha uma pedra




Felipe descobriu as drogas nas ruas e, com oito anos, já pedia ajuda para se livrar da dependência. Encontrou uma rede insuficiente para atendê-lo Foto: Jefferson Botega
Letícia Duarte

leticia.duarte@zerohora.com.br

Nesta reportagem especial, você vai conhecer os passos de um menino que peregrina há nove anos pelas esquinas sem que ninguém consiga detê-lo. Com autorização do Juizado da Infância e da Juventude, ZH acompanha a jornada de Felipe (nome fictício) desde março de 2009. Identificado entre 383 crianças e adolescentes em situação de rua em censo realizado na Capital em 2008, o guri hoje com 14 anos tem uma história que revela um pouco de todos eles.

Para contá-la, ZH reconstituiu sua trajetória.

Parte I - A cidade dá à luz mais um menino de rua
Aos oito anos, Felipe confessa à mãe por que não consegue mais voltar para casa, mesmo quando quer. Os olhos vermelhos, a língua enrolada e o jeito agressivo mostram o início de um novo drama que, desde então, só se agravou. Com medo da sensação que não compreende, o menino aceita ir com a mãe até o Conselho Tutelar em dezembro de 2006. Lá, pede socorro.

– Me ajuda, tia. Quero parar, mas não sei o que fazer. Me leva para algum lugar, tia – suplica à conselheira Lúcia Kümmel.

É o apelo de quem sucumbiu ao crack.

Veja ó vídeo sobre a trajetória errante de Felipe



Conheceu a droga na rua, onde cada R$ 5 ganhos com esmola compravam uma pedra. E logo descobriu que o prazer instantâneo, que vicia desde os primeiros usos, provocava uma angústia sem fim. Mãe de dois filhos, a conselheira Lúcia Kümmel ouviu consternada, mas não surpresa, o relato do menino. Sabia que há tempo o loló deixara de ser a droga mais consumida pelas crianças que perambulam pelas esquinas. O desafio de tirá-las das ruas, com o crack, foi elevado a um novo patamar.

Depois de uma mobilização do conselho para disputar uma das 32 vagas disponíveis no município na época, Lúcia conseguiu encaminhar Felipe para um período de 21 dias de desintoxicação na Clínica São José, em Porto Alegre. No dia da alta, em 7 de janeiro de 2007, a mãe foi apanhá-lo. Ao chegar em casa, o menino disse que ia brincar com os amigos e não voltou mais.
Trocou os lençóis, que a mãe fazia questão de esfregar no tanque para que ficassem cheirosos, pela companhia de ratos e baratas dos esgotos. Em 25 de janeiro de 2007, o Conselho Tutelar recebeu a informação de que o menino estava vivendo na ponte da Ipiranga com a Barão do Amazonas, com suspeitas de exploração sexual. Durante a abordagem, repararam que Felipe estava com uma faca, num dos primeiros indícios de agravamento da violência. Quatro dias depois, o conselho relatou os fatos à Promotoria da Infância e sugeriu a internação em fazenda terapêutica para protegê-lo.

Às vésperas do aniversário de nove anos de Felipe, a conselheira Lúcia tentou uma estratégia diferente para estreitar vínculos.

– Por que tu mora embaixo da ponte? – questionou.

– Ah, eu vou lá pra comer melhor – respondeu Felipe.

– Mas o que tu não tem em casa?

– Ah, xis... pastel...

– Então, se eu te der pastel, tu volta para casa?

– Ah, eu sou louco por pastel. Vai ser o melhor do mundo! – empolgou-se.

No dia da festa, em 15 de fevereiro de 2007, a conselheira levou todos os ingredientes para a casa do menino. A mãe preparou tudo com esmero. Enquanto contemplava o sorriso do filho comendo os pastéis que substituíam o bolo de aniversário, torcia para que a data marcasse o início de um novo ciclo.

Mas nada mudou. Como a rede municipal ainda não tinha vagas para internar crianças dependentes de crack por mais de 21 dias, o Conselho Tutelar levou quatro meses para conseguir um lugar para Felipe na Chácara Nova Vida, fazenda terapêutica mantida por uma organização religiosa no município de Sertão Santana. Na primeira semana, a educadora responsável registrou o progresso do menino em suas anotações.

“Segunda: chegou hoje. Está em adaptação. Demonstra ser bem espontâneo. É um pouco alterado e sem controle.

Terça: é bem agitado, mas tem condições, é bem esperto.

Sexta: é muito espertinho. Disse para o Samuel para incomodar bastante, que assim ele consegue o que quer.”

O plano era que ficasse nove meses internado para se tratar. Ficou dois. Nesse período, tentou fugir quatro vezes, até conseguir, em 13 de setembro. Dizia ter saudade da mãe, que alegava dificuldades de transporte para visitá-lo. Acabou devolvido pela direção, que argumentava não poder abrigar alguém contra a vontade.

– A fazenda tem 50 hectares e fica no meio do mato, não temos estrutura para vigiar todos os meninos. É perigoso, os meninos podem sair e ser picados por uma cobra no meio do caminho. Por isso, nem trabalhamos mais com meninos. Muitas mães largam aqui e nem buscam mais. Parece que querem se livrar – justificou em 2009 a presidente da Chácara Nova Vida, Noemi Alves da Silva.

Enquanto o vício corrompia as chances de reabilitação, os laços de Felipe com a família se enfraqueciam. A mãe cansou de procurar o filho sem encontrá-lo, seguindo pistas esporádicas recebidas de vizinhos que o avistavam em algum lugar. Em fevereiro de 2008, o Conselho Tutelar recebeu a informação de que ele estava pedindo esmola diante de um posto de gasolina, na Avenida Farrapos. A conselheira Tânia Frydrych foi até lá, acompanhada de Maria. As duas procuraram em todos os cantos. Só enxergaram um saco de lixo próximo ao cordão da calçada. De repente, tiveram uma visão estranha. O saco apresentava contornos humanos. Era o menino. Maltrapilho, sujo e drogado, em nada parecia uma criança. A mãe sentiu um arrepio. Pensou que Felipe estava morto. Mexeu no seu corpo e ele não acordou. Maria insistiu até ver seus olhos abrirem.

– Parecia que tinham colocado piche nele, de tão sujo. Os olhos, parecia que jorravam sangue, de tão vermelhos – contou.

No mesmo dia, Felipe foi internado no hospital São Pedro para nova rodada de desintoxicação. Às vésperas de sua liberação, em 28 de fevereiro de 2008, a rede enfrentava um novo dilema. Não havia para onde encaminhá-lo. O município só tinha vagas para adolescentes a partir dos 15 anos. Se voltasse para casa, recairia novamente. O Conselho Tutelar tentou um lugar novamente em Sertão Santana, mas a ONG que administra havia desistido de internar crianças, pelo alto índice de fugas.

Após três semanas de espera, a mãe foi ao Conselho Tutelar buscar informações. Estava esperançosa porque o filho continuava em casa e, graças aos medicamentos, recuperara peso e estava “bem gordinho”. Mas a vaga tão esperada para encaminhamento não veio. Mais uma vez, a tentativa de recuperação fracassou. O menino voltou para casa. E para as ruas.

– A prefeitura disse que só tinha convênio em clínica de tratamento para adolescentes com mais de 15 anos. Mas, nesse ritmo, ele pode não chegar aos 15 anos – preocupou-se Lúcia, que acompanhou Felipe até 2009, quando ele tinha 11 anos.

Com o aumento de vagas para tratamento na rede municipal, outras crianças podem ser poupadas do drama enfrentado por Felipe. Atualmente, Porto Alegre dispõe de 128 leitos para desintoxicação de crianças e adolescentes, com tempo médio de 21 dias de internação, e de 20 vagas em comunidades terapêuticas, que recebem dependentes a partir dos 12 anos, para nove meses de internação.

Apesar do aumento da rede, os profissionais que assistem às frequentes recaídas dos meninos lastimam o desperdício de esforços: sem o acompanhamento necessário após a internação, o período de 21 dias de desintoxicação se revela inóquo.

– É dinheiro jogado fora. As crianças ficam dopadas na clínica e, quando saem, começa tudo de novo – lamenta a psicóloga Claudiana de Oliveira Freitas, que trabalhou no programa Ação Rua Eixo Baltazar/Nordeste e também tentou resgatar Felipe.

No caso dele, nada funcionou. Aos 14 anos, o adolescente soma sete internações. Sem sucesso. A única diferença é que, como cresceu e não ganha mais esmolas tão facilmente como antes, começou a roubar para sustentar o vício. No rosto, carrega um sinal da degradação impulsionada pela pedra: seu sorriso já perdeu um dente na arcada inferior.

Violência à espreita

Com queimaduras de segundo grau no tórax e na face, Felipe chega ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre, conduzido pela Brigada Militar, às 20h4min de 19 de maio de 2009. Coberto de bolhas, que se destacam sobre a pele vermelha e suja, o menino de 11 anos é encaminhado para a Unidade de Queimados. Está consciente e conta uma história que sensibiliza toda a equipe médica.

Diz que dois homens atearam fogo sobre seu corpo na Estação Farrapos da Trensurb, enquanto descansava. E que passa os dias vendendo bala de goma por ali. Sem mais nem menos, os dois agressores teriam chegado, atirado álcool e, em seguida, arremessado um palito de fósforo aceso. Em chamas, o menino saiu correndo e se atirou em uma poça d’água. Conseguiu evitar que o fogo causasse maior dano. As enfermeiras se emocionam, redobram os carinhos ao menino de olhos amendoados e cílios longos, que não tem casa para voltar. Quando perguntam por que os homens o queimaram, Felipe é lacônico:

– Não sei. Foi por maldade – diz.

Como não aparecem testemunhas, ninguém sabe se a história se passou exatamente do jeito como ele contou. Mas tampouco alguém ali está preocupado em questioná-lo, só querem cuidar dos ferimentos. Em três dias, Felipe estaria em condições de alta. Permanece apático, sonolento. A pele se recupera, mas as queimaduras exigem cuidado especial para não haver infecção e cicatrizes.

Acionada, a então assistente social do HPS Maria Nailê Morales começa a procurar pela família do paciente. Entra em contato com o serviço de Acolhimento Noturno, com o Conselho Tutelar. Descobre que o menino fugira do abrigo e que a mãe se mudara para Torres. Não desiste. Com ajuda da conselheira Lúcia, que acompanhava o caso na Bom Jesus, descobre o novo endereço da mãe. Juntas, acionam o Conselho Tutelar de Torres para avisá-la. Em uma demonstração rara de articulação eficiente na rede de assistência, o que parecia improvável se realiza: o reencontro entre mãe e filho.

No reencontro, a esperança

O Conselho Tutelar de Torres bate à porta da mãe de Felipe numa quinta-feira à noite, anunciando a internação do filho em Porto Alegre. A orientação é que Maria aguarde até que consigam um carro para levá-la à Capital, mas ela não consegue esperar. Como até sexta-feira de manhã o carro não aparece, pede R$ 39 emprestados à irmã para pagar a passagem e embarca. Quando chega ao Hospital de Pronto Socorro, Felipe se transforma. O guri apático e sonolento salta da cama, começa a chorar e rir ao mesmo tempo, abre os braços para receber o abraço do qual fugia há mais de um ano.

– Mãe! Mãe! Tu tá aqui comigo! – festeja Felipe.

– Sim, meu filho, vou ficar contigo.

O menino de 11 anos volta a repetir que não conhece quem fez aquilo com ele, desconversa quando Maria diz que gostaria de ir atrás dos responsáveis.

– Ah, mãe, mesmo que eu conhecesse eles, eu não queria que a senhora fosse atrás. O importante é eu estar aqui agora com a senhora.

Medicado e afastado das drogas durante a internação, Felipe anima-se com a ideia de ir morar em Torres. Também pergunta por Pedro, o companheiro da mãe, a quem agora chama de pai.

– Ué, mas tu não falava que não gostava dele? – surpreende-se a mãe.

– Não, traz ele aqui. Eu quero que o pai vá morar com nós lá em Torres – diz.

A mãe vai à Vila Bom Jesus procurar Pedro, de quem estava afastada há alguns meses, por brigas conjugais. Os dois se reconciliam e o padrasto vai até o hospital ver o menino, prometendo que se mudará para viver com eles em Torres assim que acabe o serviço em uma obra, na semana seguinte.

A assistente social do HPS se emociona com as mudanças, sentindo-se recompensada pelo esforço para reatar os vínculos familiares.

– Parece que ele nasceu de novo quando viu a mãe. Fizemos uma tentativa e deu certo, isso nos deixa muito emocionados – comemora.

Com carona de um microônibus da prefeitura de Torres, mãe e filho partem juntos de Porto Alegre, no fim da tarde de 24 de maio. Antes da alta, as enfermeiras dão brinquedos e uma camiseta do Grêmio de presente para o menino, que usa os lápis de cor emprestados por elas para deixar uma mensagem de agradecimento. Auxiliado pelos adultos, desenha as letras com traços imprecisos para escrever a primeira carta de sua vida.

– Obrigado pelas folhas. Obrigado pelos briquedos. Obrigado pelas ropas – escreve, rumo ao novo endereço, a chance de traçar um novo caminho.

Quando perguntam o que ele quer ser quando crescer, hesita. Depois de instantes em silêncio, pensativo, responde:

– Acho que vou ser padre ou pastor evangélico. Eu vou vir visitar e vou benzer vocês tudo – sonha.

Na nova vida, o menino acostumado a dormir debaixo da ponte passa a ter como playground o tradicional cartão-postal da mais bela praia gaúcha. Nas areias do Estado que mais atraem turistas durante o verão, corre com o vento de outono soprando no rosto, fazendo estrelinhas que aprendeu nas aulas de capoeira no abrigo por onde passou em Porto Alegre. Abre os braços como se tudo aquilo ali lhe pertencesse. Sorri com uma inocência que até duas semanas atrás parecia ter sido consumida pelo crack. Com as unhas limpas, um moletom amarelo novo e um boné azul para proteger o rosto do sol, obedecendo às recomendações médicas, Felipe desfila com orgulho a nova versão de si mesmo.

Assustado pelas queimaduras que sofreu, pelas lembranças do corpo em chamas, abandona o figurino maltrapilho. Satisfeito ao reencontrar a proteção materna, faz uma promessa à mãe.

– Eu juro que nunca mais vou fugir. Eu nunca mais vou ficar longe de ti, porque se eu não tivesse na rua isso não teria acontecido. Se eu tivesse ouvido tu e o Pedro, eu não teria me machucado. A rua só me leva mal – admite.

Sela o compromisso com um beijo no rosto, um abraço apertado. Demonstrações de afeto que passa a exibir várias vezes ao dia, como se quisesse recuperar o tempo perdido.

– Te amo, mãe. Eu tava com saudade – repete o menino.

Faz questão de dormir de mãos dadas com Maria na nova casa, localizada em uma vila atrás da Praia da Guarita. É uma construção de alvenaria que estava desabitada e foi emprestada à família por uma vizinha.

– Acho que ele tem medo que eu vá fugir – brinca a mãe.

A casa onde moram não tem sequer energia elétrica: a antiga locatária sumiu deixando dívidas de R$ 200 em contas de luz e água. Mas tem dois quartos e piso colocado – luxos para a família que chegou a Torres só com caixas de roupa. Com uma prancha de isopor que encontrou jogada na praia, Felipe agora tem como principal diversão o sandboarding. Sobe com a prancha nas dunas de areia, que ele chama de “barranco de terra”, e desliza de peito, em estilo peixinho.

– Olha, tia – exibe-se.

Felipe é matriculado em uma escola municipal no bairro São Francisco. Depois do almoço de 27 de maio de 2009, vai até lá para conhecer. Sai sozinho, levando o sobrinho de seis anos, o filho da irmã criado pela mãe. Volta animado, dizendo que a escola é “tri”. A mãe o adverte de que será matriculado na primeira série.

– Tu sabe que tu vai ter que estudar com os pequeninhos, né? Não vai reparar, não vai ficar brabo.

– Não vou ficar brabo, eu quero é estudar – garante Felipe.

O clima de otimismo prevalece, mas é rondado por uma ameaça. O crack está tão incrustado na vila, que até nos fundos da casa da tia materna, que mora a uma quadra de distância do novo lar da família, há um ponto de tráfico. Os três primos sucumbiram à pedra: um foi assassinado com dois tiros aos 14 anos, por desavenças envolvendo a droga. Outro, pescador, virou dependente. E o terceiro foi preso por tráfico de crack.

Além de ver seus três filhos derrubados pelo crack, a tia convivia com outro drama no pátio de casa. Um ano antes, sua neta de criação, de 15 anos, passou a viver com um traficante em uma casa alugada por ela no mesmo terreno onde morava. A tia começou a desconfiar quando viu a movimentação de carros diante do portão, especialmente à noite. Ao pressionar a adolescente, ouviu dela a confissão. Atordoada, a tia planejava vender a propriedade para forçar o casal a deixar sua casa.

– Não quero me incomodar, sou analfabeta e não entendo muito as coisas, mas não gosto disso. Já avisei o Conselho Tutelar – explicou.

Enquanto conta seu drama, um Golf branco com assentos de couro estaciona diante da casa e a adolescente aparece para lhe entregar uma sacola. Cinco minutos se passam e um motoqueiro para em frente ao portão, também procurando pela casa dos fundos.

Em meio ao vaivém do ponto de tráfico, Felipe circula de bicicleta, aparentemente indiferente ao movimento.

– Ele nem sabe que aqui vende essas coisas. Acho que não tem perigo – minimiza a mãe.

Mas tinha.

A volta para as ruas

Nos dois primeiros dias em que comparece às aulas na escola em Torres, em 18 e 20 de junho de 2009, o menino de 11 anos se irrita com as risadas dos colegas de sete anos da primeira série, que o chamavam de grandão. Briga com a professora, que pede que tire o boné dentro da sala de aula. Contorna com dificuldade as letras do alfabeto, copia sem entender cinco frases passadas pela professora, como “Vovó plantou o rabanete” e “Totó é amigo do gato”.

Perdido naquele lugar, acanhado pela disciplina que nunca aprendeu a obedecer, Felipe começa a rejeitar a escola. Volta a procurar as ruas e o crack. Embora continue regressando para casa, chega cada vez mais tarde. Meia-noite, uma hora, duas horas, três horas, quatro horas da madrugada. A mãe reconhece a incompetência para dar limites. Tem medo de xingá-lo, magoá-lo a ponto de ele nunca mais voltar. Tolera suas escapadas. Só quer que ele volte para casa todas as noites, que nunca mais desapareça. E então o ciclo recomeça.

Em agosto, o menino passa sua primeira noite fora. E a segunda. A mãe procura pela vila e não o encontra. No terceiro dia de ausência, o padrasto, que cumpriu a promessa e se mudou para Torres para morar com a família, sai a procurá-lo pelo centro. Vai a pé, porque Felipe havia sumido com a bicicleta que Pedro usa para catar latinhas. De repente, ao se aproximar do ginásio municipal Alberto Teixeira Rosa, em frente à Lagoa do Violão, vê o contorno do enteado. Apesar do anoitecer das 18h, consegue reconhecer as feições do menino, iluminadas pela chama vinda de um cachimbo improvisado com lata de alumínio para fumar crack. Está em companhia de um adulto, que aparenta ter 30 anos. Ao ver o padrasto se aproximando, Felipe larga a lata e sai correndo, assustado, até ser alcançado e levado para casa.

Com auxílio do Conselho Tutelar, a mãe consegue internar o filho em uma clínica para desintoxicação dois dias depois, em 2 de setembro. Fica 16 dias no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa. No primeiro dia em casa, chega a voltar para a escola. Como está sob o efeito da medicação e não consegue acompanhar as aulas, a direção sugere que Felipe passe a receber acompanhamento escolar doméstico. Mas, no segundo dia em casa, foge outra vez. Diz que vai encontrar os amigos e desaparece, numa rotina conhecida da família. A segunda internação ocorre em 7 de novembro, depois de Felipe passar mais de três semanas longe. São mais 17 dias no hospital. Em vão.

Em dezembro, o menino começa a pedir esmolas a senhoras bem-vestidas que saem carregadas de sacolas em frente ao maior supermercado de Torres, ao lado da Rodoviária. Diz a elas que tem fome e quer comprar feijão para ajudar em casa. Com o dinheiro, fuma crack na soleira do ginásio abandonado.

– Quando elas me dão o dinheiro eu saio correndo, né, se eu contar o que eu vou fazer elas vão me xingar. É melhor pedir do que roubar, né – diz.

Aniversário sem festa

Segunda-feira de Carnaval em Torres. O dia em que Felipe completa 12 anos, em 15 de fevereiro de 2010. Não há festa nem presente, mas o menino aproveita a festa dos outros. Carregado de sacos plásticos, passa a madrugada na Praia Grande com a mãe e o sobrinho. Enquanto veranistas se divertem com o show do trio elétrico à beira-mar, a família aproveita para catar latas de refrigerante e cerveja.

Se perde da mãe e do sobrinho e retorna sozinho à vila onde a família mora, às 6h50min, carregado com quatro sacolas cheias de latinhas. Assim que chega, se dirige a um ferro-velho para vendê-las. Arrecada R$ 20 e compra o café da manhã para a família – dois sacos de bebida láctea e pães, além do cigarro. A mãe e o sobrinho haviam chegado um pouco antes. Em casa, Felipe come com todo mundo e dorme, cansado. Às 11h, desperta e começa a insistir que a mãe vá vender as latinhas que ela juntou durante a madrugada. Em 15 minutos, o menino fuma dois cigarros, deitado na cama. Joga as cinzas no chão e a fumaça para cima, olha para o teto.

– Eu não gosto que ele fume, mas é melhor fumar cigarro do que as porcarias, né? – resigna-se Maria.

A casa está revirada, com roupas pelo chão. Ao lado da cama de Felipe estão os dois sacos cheios de latinhas. O padrasto também está lá, mas permanece quieto, cortando tomates para o almoço, sobre a pia de madeira. Pedro e a mãe do menino brigaram. Ela se revoltou porque, no meio de uma briga com Felipe, ele bateu no caçula. Ficaram marcas nas costas.

O dia é como outro qualquer, não é por ser o seu aniversário que seria diferente. Nem no Natal ganhou um presente, por que no aniversário ganharia? Quando perguntado sobre o que queria, hesita.

– Queria ganhar qualquer coisa. O que eu mais queria era um boné – responde.

De tanto mentir a idade para os policiais que o abordam, dizendo que tem 14, o menino esquece até de quantos anos está completando.

– Quantos anos eu tenho mesmo? – pergunta para a mãe.

– São 12 anos. Doze anos de sem-vergonhice! – brinca Maria.

Felipe sabe do que a mãe está falando, e não disfarça. Diz que quer ser internado em uma fazenda para se tratar da dependência do crack. Ficar nove meses, para completar o tratamento. Promete que desta vez não vai fugir, que desta vez será diferente. A mãe já pediu vaga para o Conselho Tutelar, aguarda desde a semana anterior. Acha que um tempo mais longo é a única solução. As internações provisórias não fazem efeito.

– Quero ir, eu vou conseguir ficar lá pra me tratar um pouco – concorda o menino.

Mas agora a fissura dá sinais de estar voltando, e Felipe insiste novamente para que a mãe vá vender o alumínio recolhido no Carnaval. Já tem R$ 10 no bolso das suas latinhas, mas quer mais dinheiro. Maria havia prometido que lhe daria uma parte da venda, em retribuição por ele auxiliar na casa, no café da manhã. E então a mãe obedece às ordens do filho, que joga os dois sacos de latinha sobre os ombros. Maria segue atrás dele na mesma rua, até o vizinho, que compra o alumínio. É Felipe quem comanda toda a negociação, coloca os sacos na balança, pega os R$ 10 do pagamento e dá a metade para a mãe.

No caminho para casa, encontra uma adolescente de 16 anos que conheceu na praia. A menina veio de Sergipe para vender artesanato, vai embora no fim do Carnaval. O aniversariante pega na mão dela, diz que é sua namorada. E vai embora a seu lado. No bolso, tem dinheiro suficiente para três pedras de crack.

A mãe olha o filho ir embora com a esperança de que ele volte.

– Tenho muito medo. Já perdi um filho, se eu perder mais um, fico louca – teme.


Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/06/no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra-3793189.html

Mãe pede que filha viciada em crack seja esterilizada



O pedido de uma moradora de Passo Fundo, que entrou com uma ação judicial pedindo a esterilização da filha viciada em crack, desperta controvérsia no Estado.

A autora da ação argumenta que já tem de tomar conta de três netos, os quais a dependente química não tem condições de cuidar devido ao abuso de drogas, e teme que a filha volte a engravidar. A ação chegou a ser extinta antes mesmo da análise do mérito, mas um recurso aceito pelo Tribunal de Justiça recolocou o pedido em tramitação este mês.

A solicitação de C. (a identidade é preservada porque o caso corre em segredo de Justiça) para a filha que completa 25 anos nesta sexta-feira ser submetida a uma laqueadura tubária para não ter mais filhos foi negada em primeira instância pelo juiz Átila Barreto Refosco. Ele considerou que não cabia à mãe pedir a esterilização da filha. Por isso, a ação foi extinta antes mesmo do julgamento do mérito ou de que a jovem fosse ouvida.

— O debate é interessante até para a sociedade ter consciência de onde chegam as implicações da dependência química. Mas não julguei o mérito, apenas considerei não havia legitimidade processual para a ação prosseguir — afirma Refosco.

A autora recorreu ao Tribunal de Justiça. Os desembargadores entenderam ser legítimo que a mãe da dependente química, por ter de criar os netos no lugar da filha, tivesse sua solicitação apreciada pela Justiça. O resultado prático disso é que a ação voltou a tramitar na primeira instância para, agora sim, o mérito do pedido ser julgado (leia entrevista abaixo).

— Agora vai haver processamento com citação da genitora, investigação da satisfação dos requisitos legais para a laqueadura, verificação da dependência química, se a jovem tem discernimento ou não. Vamos analisar para, ao final, decidir se é conveniente ou não a laqueadura — explica o juiz.




A lei brasileira estabelece que a esterilização é possível em "homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos (...)" e que "a esterilização cirúrgica em pessoas absolutamente incapazes somente poderá ocorrer mediante autorização judicial, regulamentada na forma da Lei".

Especialistas divergem sobre a medida

Embora ainda tramite na Justiça, o pedido inusitado da mãe para impedir a filha de gestar novos bebês desperta polêmica entre especialistas. Para a ex-desembargadora e advogada especializada em Direito de Família Maria Berenice Dias, as repetidas gestações não planejadas da dependente química negam aos filhos o direito constitucional da convivência familiar. Por isso, admite a possibilidade de laqueadura compulsória.

— Não vejo razão para o Estado e o Judiciário não permitirem (a esterilização), já que a avó é que cuida das crianças. Seria, no mínimo, perverso manter essa situação. Acima de uma pretensa liberdade ou vontade da jovem, há um valor maior que é o direito de essas crianças não nascerem — compara Maria Berenice.

José Roberto Goldim, professor da UFRGS e doutor em Bioética, considera que uma eventual decisão favorável à esterilização seria uma violação.

— O fato de ela ser uma dependente química não a torna incapaz de tomar decisões. Por isso, não se pode privá-la de ter a própria vontade reconhecida.

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/12/mae-pede-que-filha-viciada-em-crack-seja-esterilizada-3987556.html

Psiquiatra adverte sobre riscos do uso indiscriminado de tranquilizantes



A venda de remédios controlados nas farmácias brasileiras cada vez mais tem aumentado. De acordo com um boletim divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o campeão entre todos os remédios foi o clonazepam, o que ajudou a sua classe química, os benzodiazepínicos a ficar em primeiro lugar. Atrás, vieram dois outros benzodiazepínicos, o bromazepam e o alprazolam.

Essas medicações são prescritas naquela receita azul que lembra a folha de um cheque. São os famosos tarjas-preta. Os médicos psiquiatras costumam indicar esse tipo de medicamento para combater a ansiedade e para provocar o sono, por isso, eles podem ser chamados também de ansiolíticos, hipnóticos, calmantes, tranquilizantes, mas no fundo são todos a mesma coisa.

— Essas medicações têm a característica de agir rapidamente, ao contrário da maioria das medicações psiquiátricas. Em questão de minutos, levam a pessoa a um estado de alívio da ansiedade, de calma e de tranquilidade, favorecendo a chegada do sono, o que nos leva a entender o porquê de eles estarem tão populares não balcão das farmácias — explica a psiquiatra Deyvis Rocha.

O problema, como sempre, é quando essas medicações são usadas para casos que não têm indicação psiquiátrica. A ansiedade é algo extremamente normal. Anormal é o transtorno de pânico, a ansiedade generalizada, a fobia social. O que não é cabível é tomar um calmante após ficar nervoso com uma discussão com o marido, na expectativa de uma prova, enfim, na ansiedade do dia a dia.

O uso indiscriminado dessas substâncias pode causar dependência e problemas cognitivos, como dificuldades de atenção e memória. O psiquiatra é o profissional mais indicado para prescrever essa medicação.

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2012/12/psiquiatra-adverte-sobre-riscos-do-uso-indiscriminado-de-tranquilizantes-3974170.html

Veja como evitar as doenças de pele, comuns com a chegada do calor

Veja como evitar as doenças de pele, comuns com a chegada do calor Scx/Divulgação

Temperaturas elevadas e umidade — sinônimos do verão gaúcho — formam um cenário propício para o surgimento das doenças de pele no verão. Segundo o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini, o calor e o aumento da transpiração proporcionam o desenvolvimento de fungos e bactérias:

— São microrganismos que aproveitam as condições favoráveis para se reproduzir e desencadear um processo infeccioso na pele.

O contato com muitas pessoas em praias ou clubes e o consumo de alimentos em locais de lazer compõem a lista de fatores de risco para contrair uma doença de pele. Por isso, o verão exige cuidados específicos para prevenir o contágio de fungos e bactérias e garantir que a diversão não acabe mais cedo. Micoses como as que afetam as unhas, muito comuns, são contagiosas, como explica a dermatologista Camila Eduardo, da Galderma (empresa que desenvolveu um esmalte terapêutico para o problema, chamado Loceryl):

— As micoses das unhas são causadas por fungos que se alimentam da queratina, proteína abundante na pele. Esses fungos são os mesmos que causam as micoses de pele, conhecidas popularmente como frieiras e pé-de-atleta. Em ambientes coletivos, como piso ao redor de piscinas, vestiários e banheiros, o recomendado é sempre utilizar chinelos. Além disso, é importante secar bem os pés após o banho.

Como fugir dos vilões
Confira, a seguir, detalhes de algumas doenças e atitudes de prevenção:

ACNE SOLAR
Durante o verão, a oleosidade da pele aumenta e favorece o surgimento de acne. A exposição excessiva ao sol forma na pele uma lesão semelhantes a pequenas "bolinhas endurecidas" e "bolhas de pus", sendo algumas doloridas e avermelhadas devido à inflamação.

Como evitar?
Usar filtros solares, de preferência, aqueles em base não oleosa, aplicados antes e durante a exposição ao sol.

IMPETIGO
É uma infecção bacteriana da pele caracterizada por bolhas com pus que rapidamente se rompem. A infecção ocorre por meio de lesões cutâneas, como picadas de inseto, arranhões ou cortes preexistentes em alguma região do corpo. Roupas e toalhas também podem ser via de transmissão.

Como evitar?
O ideal é lavar a roupa em água fervente e não mexer nas feridas. Manter bons hábitos de higiene como lavar as mãos e não usar toalhas e roupas de pessoas diferentes é fundamental.

HERPES LABIAL
O herpes é uma infecção que desencadeia devido à exposição solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre e outras infecções que diminuem a resistência orgânica. É mais frequente nos lábios e na região genital, mas o herpes pode surgir em qualquer local.

Como evitar?
A proteção solar é essencial. Use um protetor labial, cujo fator de proteção não deve ser inferior a 30, reaplicado a cada meia hora.

BICHO GEOGRÁFICO
Causado por parasitas intestinais do cão e do gato. Quando o animal defeca na areia, são eliminados ovos nas fezes que se transformam em larvas. Esses ovos penetram na pele provocando a doença. Sua presença no organismo caracteriza-se por um túnel tortuoso e avermelhado e muita coceira.

Como evitar?
Mantenha distância de animais na praia para não favorecer o contágio. Também não ande descalço em locais frequentados por cães e gatos.

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2012/12/veja-como-evitar-as-doencas-de-pele-comuns-com-a-chegada-do-calor-3986031.html

BULLING NÃO É BRINCADEIRA DE CRIANÇA..

Bullying NAO É brincadeira de criança.

O bullying pode ser compreendido como um conjunto de ações caracterizadas com a exposição continuada ao longo do tempo a um comportamento repetitivamente agressivo entre crianças, adolescentes e jovens em idade escolar, que envolve um desequilíbrio de poder.

Originalmente, o bullying era uma expressão para sinalizar o assédio moral praticado entre crianças e adolescentes. No entanto, nos anos de 2007 até 2011, ganhou enúmeras variantes como o mobile bullying (praticado por mensagens de celular) e confundido com o mobbing, conhecido nos Estados Unidos e na Inglaterra como bullying at the work e cyberbullying.

O bullying é um gênero de uma espécie de agressão denominada assédio moral, pois, segundo o conceito de Marie-France Hirigoyen, o assédio moral é um conjunto de atitudes perniciosas e imperceptíveis, praticadas no dia a dia, com a finalidade de humilhar o outro de forma perversa.

A exposição contínua aos ataques do bullying torna suas vítimas inseguras e pouco sociáveis, ato que dificulta o pedido de auxílio. Outras sequelas são a passividade quanto às agressões sofridas, e um círculo restrito de amizades. Muitos passam a ter baixo rendimento escolar, resistindo e simulando doenças com o interesse de não comparecer mais às aulas ou até mesmo abandonando os estudos. Em casos mais sérios pode levar ao suicídio.

Qualquer variante do bullying é considerada ato ilícito, por assediar o bem-estar psíquico e físico da vítima. O código Civil Brasileiro prevê em seu artigo 927 o dever de indenizar o ato ilícito. Da mesma forma pontifica em seu artigo 186 que os danos eminentemente morais também deverão ser indenizados.

Neste diapasão, a Constituição Federal, em seu artigo 5.º, inciso X, prevê a indenização nos casos de violação a qualquer direito fundamental do ser humano. Sem possuir a moral incólume, o indivíduo deixa de obter amor próprio, não acrescenta valores ao seu íntimo, não contribui com a sociedade e não evolui como pessoa, nem consegue assimilar conhecimentos de qualquer ordem.

O bullying pode ocorrer em escolas públicas ou particulares, em lugares públicos ou em ambiente cibernético, neste, em particular, observamos que os agressores sempre estão sob a vigilância de alguém, sejam os pais, sejam os donos de escolas.

No tocante ao dever indenizatório nos casos de bullying, deve-se ter em mente que a responsabilidade civil da escola ou dos pais é objetiva, ou seja, independe de culpa ou dolo. O que determinará a existência do bullying é a ligação entre o ato de assediar e os danos decorrentes dele.

Já o responsável pela indenização será determinado conforme o local de ocorrência da agressão, ou seja, se ocorrer dentro do ambiente escolar, será da instituição de ensino, ou, se ocorrer enquanto permanecer em companhia da família, será dela a responsabilidade.

No que tange à instituição de ensino, observa-se que o art. 932, IV do Código Civil trata da responsabilidade de escola que, mediante uma remuneração, mantém sob sua guarda e orientação pessoas para serem educadas. Essa categoria de pessoas responde objetivamente e solidariamente conforme os artigos 933 e 942, parágrafo único do Código Civil, pelos danos causados a um colega ou a terceiros por atos ilícitos durante o tempo que exercem sobre eles vigilância e autoridade.

Caso ocorra quando os filhos estão sob a guarda dos pais, deve-se ter em mente que eles têm o dever de garantir o conforto, a educação e transmitir valores morais para seus filhos com o intuito de prepará-los para o convívio social. Também é parte desse poder a previsão feita pelo Código Civil brasileiro de que os pais são sempre responsáveis pelos atos dos filhos menores, independentemente de culpa.

Se os filhos praticarem bullying cibernético no computador doméstico, lugares públicos ou em lan houses enquanto estiverem sob a vigilância dos pais, serão estes os responsáveis pela indenização dos danos decorrentes da agressão. Esses fundamentos jurídicos são trazidos pelos artigos 1.634, 932, inciso I, e 933 do Código Civil brasileiro.

Deve-se ressaltar que é do modelo de educação familiar que emanam regras de convívio social e modelos de conduta nas relações intersubjetivas que, até os oito anos de idade, são recebidos, processados e reproduzidos como corretos em ambientes externos, como escolas, colégios e ambientes cibernéticos, por isso, a responsabilidade objetiva da família.

Portanto bullying é espécie de assédio moral indenizável, cuja responsabilidade civil objetiva é das escolas e dos pais, dependendo do local onde ocorra.

^^ Alexandre Saldanha, advogado, palestrante, é fundador da Liga Anti-bullying, especialista em bullying, em mobbing e em direitos da personalidade

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/justica-direito/artigos/conteudo.phtml?tl=1&id=1325301&tit=Consideracoes-juridicas-sobre-o-bullying-sob-a-otica-da-responsabilidade-civil

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Médico brasileiro comandará ações da ONU contra a aids



O médico brasileiro Luiz Loures foi nomeado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para ocupar um dos cargos de comando da operação contra a aids no mundo e já fala na nova fase de combate à doença e no fim de seu estágio como epidemia até 2030. "Estamos iniciando o que seria a fase final da epidemia e será nesse contexto que vou atuar", declarou Loures ao Estado. Ao assumir a função em 2013, ele será o brasileiro com posto mais alto na hierarquia da ONU.

Loures será o secretário-geral assistente da ONU e vice-diretor executivo da Unaids. Em sua avaliação, o progresso científico, o maior consenso internacional sobre o tratamento e a mobilização da sociedade abriu o caminho para que a guerra contra a aids inicie sua fase final - pelo menos como epidemia, nos últimos 25 anos.

"Temos uma grande oportunidade. Como epidemia, minha previsão é de que a aids tenha seu fim em 15 anos", declarou Loures. Um ponto que promete ser revolucionário é o fato de que portadores do vírus que estejam sob tratamento têm redução de 96% nas chances de transmissão. "Com o tratamento chegando a um número cada vez maior de pessoas, será dado um grande passo para frear essa transmissão. Obviamente que casos vão continuar a surgir, mas acredito que poderemos deixar de chamar a doença de uma epidemia em 15 anos se os avanços forem mantidos", disse.

Segundo ele, a tarefa até lá é "imensa" e o combate terá de avançar rápido. "Ainda temos 2,5 milhões de novos infectados por ano e 1,7 milhão de mortes." Um dos riscos, em sua avaliação, é de que a aids deixe de estar entre as prioridades na agenda internacional, cedendo lugar ao clima e outras crises.

Loures foi um dos criadores do programa brasileiro de combate à aids que vem sendo para a ONU. Mas alerta que nem sempre o Brasil foi tido como exemplo. Ele lembra de que, no final dos anos 1990, ele era o único em reuniões da Organização Mundial da Saúde a defender a democratização do acesso aos remédios e tratamentos para todos. "Naquele momento, só eu e o Brasil defendíamos essa posição. Hoje, ela é um consenso internacional", disse.

Loures vai comandar os programas que já existem na ONU e garantir que o acesso aos remédios seja o mais amplo possível. "Todos precisarão passar por uma mudança profunda na forma de lidar com a doença. O que vem pela frente são mudanças radicais que nos serão exigidas", completou.


Fonte:http://estadao.br.msn.com/ciencia/m%C3%A9dico-brasileiro-comandar%C3%A1-a%C3%A7%C3%B5es-da-onu-contra-a-aids

CPI do Cachoeira termina sem sugerir indiciamentos de investigados



BRASÍLIA - Sob protestos e definida como "presepada", "piada" e "pizza", a CPI do Cachoeira decidiu nesta terça-feira, 18, aprovar, por 21 votos a sete, o voto em separado apresentado pelo deputado federal Luiz Pitiman (PMDB-DF) que, após oito meses de investigação, não propõe o indiciamento de nenhum dos investigados pela comissão parlamentar. A única providência concreta do parecer, que tem apenas duas páginas, é encaminhar as conclusões da apuração para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.

A decisão foi possível porque foi derrubado, durante a mesma sessão, o texto de mais de 5 mil páginas do relator e deputado Odair Cunha (PT-MG). A proposta dele, rejeitada por 18 votos a 16, propunha ao Ministério Público o indiciamento de 29 pessoas e a responsabilização de outras 12 por participar ou se envolver criminosamente com a quadrilha comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Na lista de indiciados do relator, constavam o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e o senador cassado Demóstenes Torres (sem partido-GO). Cunha chegou a ceder, retirando o pedido de indiciamento de jornalistas e de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Mas a proposta do relator foi rejeitada na terceira tentativa de votação.

Durante os debates, o deputado Silvio Costa (PTB-PE) chamou a proposta de Pitiman de "piada" e "brincadeira". "Isso é uma piada, isso é uma brincadeira, a gente não pode passar por um negócio desses", disse. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que é "ridículo" resumir os milhares de documentos, escutas e extratos bancários a "duas folhas". "Não podemos ver uma CPI resumida a duas folhas, isso é ridículo e não é possível que o Congresso vá dar sustentação a isso", afirmou.

O deputado Armando Vergílio (PSD-GO), por sua vez, saiu em defesa da proposta apresentada por Pitiman. "Esse voto em separado reúne condições de expressar o pensamento da CPI para não passarmos em branco", disse. O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que o voto em separado padecia de eficácia porque propunha, após a conclusão da CPI, que um grupo de três deputados e dois senadores acompanhasse até 2014 o andamento das investigações da PF e do MP. Segundo ele, não há previsão no regimento da Casa para esse tipo de acompanhamento. Após um acordo, com o aval do próprio Pitiman, suprimiram essa parte do texto.

Para justificar seu parecer, o autor do relatório vencedor disse que seu texto é muito mais abrangente do que o rejeitado de Odair Cunha, uma vez que todo o material produzido será remetido para as investigações da polícia e do MP.

"Em plena festa natalina, este relatório final é uma presepada", criticou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), após a aprovação do texto. "Só faltam os lencinhos e o champanhe da Delta", ironizou Onyx Lorenzoni. "Não me compete aqui ficar tendo sentimentos, o que eu posso dizer que é lamentável, que, apesar de todo o esforço feito pelos membros da CPI, por todos nós aqui, diante de provas incontestes da CPMI, não existe um juízo de valor sobre nada. Ela (CPI) se nega a fazer aquilo que é a sua missão essencial. Levantar provas, identificar indícios e apresentar conclusões. As conclusões aqui são nada, um vazio, uma pizza geral, lamentável", criticou Odair Cunha, ao final da sessão desta terça.

Na prática, a proposta de Pitiman é muito semelhante à aprovada no início da reunião desta terça, quando, por unanimidade, foi aprovado o envio de todo o material bruto das investigações feitas pela comissão para o Ministério Público Federal em Goiás e à Procuradoria Geral da República. No pedido anterior, seriam encaminhados todo o acervo físico e eletrônico de documentos da CPI, bem como os sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados. No de Pitiman, as conclusões também vão para a Polícia Federal.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/cpi-do-cachoeira-termina-sem-sugerir-indiciamentos-de-investigados

CONDENADOS DEVEM CONTINUAR NA CÂMARA



Para constitucionalista, deputados condenados devem continuar na Câmara. ‘Quem revoga (mandato) é o Parlamento’, diz Dalmo Dallari



Dallari. “Mandato pertence ao povo” Diário de SP / Wladimir de Souza


SÃO PAULO - O constitucionalista Dalmo Dallari diz acreditar que os deputados devem continuar com seus mandatos caso o presidente da Câmara assim decida, pelo menos até que seja cumprida a etapa da votação da cassação em plenário. “Pelas letras da Constituição, quem revoga (o mandato) é o Parlamento”, afirma ele.

Cabia ao STF decidir sobre a cassação de mandatos de parlamentares condenados?

Acho que o constituinte definiu e deu atribuição ao Legislativo para que decida sobre esta matéria. O Parlamento, em cada caso, verifica se é a hipótese de perda de mandato.

Se a Câmara decide não cumprir a decisão do STF, o que ocorre? Haverá crise institucional?

A pessoa continua mandatária. Digamos que ocorra uma decisão de pena de prisão: nesta hipótese, a pessoa não poderia comparecer ao Parlamento. Haveria uma situação que o forçaria a tomar uma decisão considerando este aspecto concreto. Por enquanto, a discussão é em tese. Pelas letras da Constituição, quem revoga (o mandato) é o Parlamento.

A decisão do STF de cassar os mandatos por uma votação apertada é precária?

Haverá embargos infringentes, mas sou mais drástico do que isso, acho que contraria a Constituição. Temos que obedecer o que o constituinte estabeleceu. Então eu só vou obedecer naquilo que me interessa? No que estou de acordo? Não tem sentido. Goste ou não, tem que prevalecer o que é constitucional.

O mandato parlamentar não deve ser entendido como parte dos direitos políticos, cuja perda está prevista em caso de condenação criminal?

O mandato parlamentar é um dos direitos políticos, mas ele pertence essencialmente ao povo. O mandatário é um representante, ele não é o dono do mandato. Sou a favor de introduzirmos no Brasil um sistema que nos Estados Unidos já é usado, chama-se “recall”. Significa consultar o povo para ver se ele mantém ou cassa o mandato. Teríamos que fazer mudanças na legislação eleitoral e na Constituição, prevendo este instituto. Poderia até não haver uma condenação pela Justiça, mas, às vezes, pelo mau comportamento de um representante, o eleitor decidiria revogar seu mandato.







Fonte:http://ordemeliberdadebrasil.blogspot.com.br/2012/12/condenados-devem-continuar-na-camara.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+OrdemELiberdadeBrasil+%28%3Cb%3EORDEM+E+LIBERDADE+BRASIL%3C/b%3E%29

Lei Maria da Penha e violência contra a mulher



As mulheres brasileiras têm amplos direitos e garantias assegurados na Constituição, em leis, Tratados e Convenções internacionais assinados pelo nosso governo. Gozam, formalmente, nos códigos, de uma das mais modernas legislações de proteção do mundo.

Não obstante, os índices de agressões e violências no âmbito doméstico e familiar ainda são dos mais altos nas Américas e na Europa.

Pressionado pela comoção e repercussão causada pelo atentado a uma mulher que, espancada e alvejada a tiros pelo marido, ficou para paraplégica, o Presidente da República enviou ao Congresso um Projeto que, convertido na Lei 11.240, de 2006, passou a ser chamada Lei Maria da Penha, nome da vítima do brutal atentado. Essa lei cria mecanismos para impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher, institui Juizados para esse fim, altera o processo penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal, com o objetivo de tornar crime as agressões e lesões contra a mulher. Outra Lei (12.413, de 12/5/2011) permite a decretação de prisão preventiva do agressor “se o crime envolver violência doméstica contra mulher, criança, adolescente, idoso enfermo, ou pessoa com deficiência, para garantir a execução de medidas protetivas de urgência”.

A Lei Maria da Penha assegura à mulher todos os direitos fundamentais da pessoa humana, garantindo-lhe as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física, mental e aperfeiçoar-se moral, intelectual e socialmente. Declara que o Poder Público porá em prática medidas na esfera domiciliar e familiar a fim de resguardá-la de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão. Para tanto, considera violência contra a mulher qualquer ação que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico. Autoriza o juiz a ordenar a saída de casa do marido, namorado ou companheiro agressor, bem como, no caso de a vítima ter emprego, o pagamento do salário, se determinado o afastamento da mulher da pessoa do agressor, hipótese que pode implicar suspensão do contrato de trabalho.

Não obstante todas essas numerosas garantias legais, as mulheres ainda continuam discriminadas: recebem salário inferior ao do homem pelo mesmo trabalho; são preteridas em postos executivos e cargos de chefia; são vítimas de agressões e abusos sexuais também fora do âmbito doméstica; são alvo de violências, estupros e assassinatos passionais; suportam maiores encargos no lar, ainda que trabalhem fora; sofrem preconceito; sua relação social no casamento é vista de forma diferente da do marido. E isso, apesar de, no Brasil, a população feminina já ser maior do que a masculina, e verem elas reduzida a discriminação e competirem com os homens no mercado de trabalho.

As mulheres, no Brasil, obtiveram importantes avanços, como mostra a histórica eleição - até então impensável -, da primeira Presidenta do país, o que é motivo de orgulho para todos e todas que viveram para testemunhar esse acontecimento. Mesmo assim permanecem parte do preconceito e da discriminação, produtos de uma tradicional e obscurantista cultura, de uma herança machista e patriarcal.

Veja-se, por exemplo, o casamento que, conquanto tenha sofrido

grande transformação e no qual a mulher não é mais tratada como propriedade do marido, objeto de cama e mesa, destinada unicamente à procriação, educação dos filhos e aos afazeres domésticos, e que hoje, quando se formalizado, dada a independência e a emancipação econômica da mulher, dispensa o consentimento dos pais.

O matrimônio, contudo, continua mais vantajoso para o homem, que por mais que compartilhe as tarefas caseiras e familiares, não o faz em pé de igualdade com a companheira. O homem, por natureza, parece ter o sexo no seu DNA. Na relação amorosa, em sua maioria, depois dos primeiros anos da união conjugal, passa a ter caso com outra mulher, nem sempre mais bonita e melhor que a sua. A infidelidade masculina é socialmente tolerada, às vezes até pela própria esposa, enquanto a desta, mais rara, é considerada traição imperdoável, causadora - como frequentemente mostram jornais e televisão -, de assassinato, ou tentativa de morte da esposa adúltera, os chamados crimes passionais. Isso ocorre, também, entre namorados, companheiros e companheiras, nas uniões sem casamento formal.

É comum e até natural que, com o passar do tempo, a relação amorosa que levou a mulher e o homem a se casar, o companheiro e a companheira a se unir, o interesse sexual, o deseja de um pelo outro diminua ou desapareça, com a rotina diária. Nesse caso e como hoje é o amor que faz duas pessoas de sexo diferente se unirem, e não mais, como antigamente, época em que o pai escolhia o marido da filha e esta não tinha emprego, independência econômica, e, por não existir ainda a pílula anticoncepcional, a relação sexual gerava gravidez, a solução, sempre vez que o amor acaba, é a separação do casal, tão facilitada pelos meios legais. Existindo filhos, devem os ex-conjuges, marido e mulher já separados, se esforçarem para manter uma relação de amizade, a fim de compartilharem da guarda e da educação das crianças. E depois tentarem outra relação amorosa, constituírem nova família.

Com as oportunidades proporcionadas pela internet, o uso disseminado das redes sociais, milhares de mulheres cometem traição, infidelidade virtual. A maioria delas se entrega a aventuras extraconjugais irrealizáveis, ao desejo sexual não transformado em realidade. Não são poucas, contudo, aquelas que passam da traição online para sua materialização, para o plano real.

Nos dias atuais, dada a liberdade de costumes, a emancipação econômica e social da mulher, a ascensão cultural desta, o número de uniões sem casamento é muito maior do que o de casados formalmente, e tudo visto com naturalidade, inclusive por familiares.



Fonte:http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11451&revista_caderno=11

Democracia, quando?



Um país democrático cumpre leis – sobretudo, a Constituição Federal. Sabido que a atual Presidente da República tem relutado em cumprir diretriz expressa desta, ao deixar de proceder à reposição da inflação anual relativa à remuneração dos servidores públicos (artigo 37, X).

Especificamente quanto dos magistrados – trabalhadores como quaisquer outros, com a qualificação ínsita à missão de julgar –, existe o declarado propósito de não fazê-lo, deixando-os fora do orçamento da União, numa inequívoca demonstração de desrespeito à lei e a ferir a autonomia financeira e a independência do Poder Judiciário (artigos 99 e 2º da Constituição).

Por aí se vê, sem dúvida, da tipificação do chamado crime de responsabilidade da Presidente da República, ao atentar contra a Constituição Federal (cujo primado deve sobrepairar sobre o interesse e a conveniência das pessoas, sejam quais forem e venham donde vierem) e, especialmente, contra o livre exercício do Poder Judiciário, a lei orçamentária e o cumprimento das leis (art. 85, caput e II, VI e VII).

Qualquer um de nós, uma vez descumprida a lei, seríamos incursos nas “penas da lei” (aspas minhas). Porém, neste País, ao que parece, a par da ilusão de que se está em ambiente genuinamente democrático, há pessoas acima das leis e da Constituição Federal.

De fato, quando esta manda se faça algo e é descumprida, espera-se pague o infrator, seja quem for, nos termos da lei, pelo ilícito. É que, repita-se, a lei é feita para que todos a cumpram – irrestrita e indistintamente. Na medida em que o texto Constitucional é aviltado, e por quem mais e melhor lho haveria de observar, está-se num País sem Lei, em que a vontade pessoal dalguns sobrepõe-se aos reais interesses de muitos, coisa própria de ditaduras.

E não nos venha com o velho e surrado discurso do desculpismo político, que a nada justifica ou explica. Se claro o comando da Constituição Federal, só cabe cumpri-lo; senão, que se mude a Constituição. O que se não pode admitir é que uma ou algumas pessoas, ou partidos políticos, façam de conta – impunemente – que o Brasil lhes é propriedade particular, à disposição daquilo que bem queiram fazer. De fato, passou o tempo das capitanias hereditárias, dos feudos e particularismos tão em voga noutras eras.

No verdadeiro jogo democrático (e não num simulacro de democracia, como parece ser o caso do Brasil), hão de prevalecer regras de convivência que se imponham a todas as pessoas. Para que se use de ditado popular, “é o fim da picada” (aspas minhas) se bater no peito e dizer-se democrata quem, de forma bisonha, à vista de texto legal expresso, quanto claro, afirme lho vá descumprir. Só mesmo num país de gente despreparada; inclusive, para gerir seus destinos.

Mais grave, num desgoverno permeado por múltiplos escândalos de corrupção, verdadeiras “pontas deiceberg”, a denotarem desvio de dinheiro público, que, se corretamente usado, muito haveria de beneficiar o povo. Todavia, mais vale a retórica torta do conhecido “discurso pra boi dormir” (no jargão popular), a tudo apagar e chancelar o império da impunidade.

Lamentavelmente, sequer se pode falar em democracia sob risco, pelos sinais evidentes da inexistência da própria democracia – conceitualmente considerada. Muito difícil viver num País onde, no mais das vezes, fica o dito pelo não dito, mercê da manipulação populista dum povo massacrado pela falta de cultura e esclarecimento, vítima indefesa e inconsciente de manobras contra si realizadas.

Nesse contexto, cabe-nos fazer nossa parte – por menor o seja. Brademos, pois, pelo estrito cumprimento das leis. Gritemos, a longos haustos, pelo exercício pleno da cidadania, torcendo para que os homens de bom senso (pois também os há imersos nesse meio adverso), dos respectivos segmentos de Poder, lutem pela prevalência dos ditames Constitucionais, na realização futura do Brasil democrático com que sonhamos!


Fonte:http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=10978&revista_caderno=11

domingo, 16 de dezembro de 2012

Qual a diferença entre emagrecer e perder peso?



Para melhor entender esta diferença é importante, inicialmente, saber que o peso corporal é composto pela soma da Massa Gorda (gordura corporal) + Massa Magra (músculos, ossos e vísceras) + Água Corporal.

A gordura do organismo é essencial para várias funções vitais como síntese de hormônios, reserva de energia, isolamento térmico, transmissão de impulsos nervosos, proteção de órgãos vitais e transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Entretanto, o excesso de gordura corporal está associado a muitas patologias como diabetes, hipertensão arterial, alterações de colesterol, distúrbios respiratórios, desvios posturais, dores de coluna, diversas cardiopatias a alguns tipos de câncer, além da própria discriminação social.

A massa magra corresponde aos músculos, ossos e vísceras, sendo que a musculatura é a principal responsável pela queima de calorias no seu organismo. Portanto, quanto maior for a massa magra, mais calorias se queimarão em repouso e, consequentemente, maior deverá ser a ingestão calórica.

A musculatura pode ser desenvolvida e trabalhada através do estímulo de exercícios físicos, auxiliando no emagrecimento e evitando a flacidez. A massa magra baixa pode estar associada ao sedentarismo e a uma alimentação inadequada. A água no organismo é importante para a troca de calor com o meio ambiente. Facilita as reações químicas para a obtenção de energia e é o principal componente do sangue. A desidratação pode ser causada por medicação diurética inadequada, consumo excessivo de álcool, exercícios físicos intensos ou reposição hídrica inadequada em repouso ou durante atividade física. O consumo de líquidos deve ocorrer independentemente da sede, principalmente durante e após atividade física e em dias quentes.

O Índice de massa corpórea é um dos utilizados para determinar se o peso do adulto está apropriado à sua altura. Este índice leva em conta as diferenças na composição do corpo, definindo o nível de adiposidade de acordo com a relação Peso / Altura (elevada ao quadrado). IMC = Peso / Altura2:

IMC Situação

Abaixo de 19: Desnutrido

Entre 20 e 24: Eutrófico ou normal

Entre 25 e 30: Sobrepeso

Acima de 30: Obesidade

Acima de 40: Obesidade mórbida

A partir destas informações, pode-se definir que EMAGRECER significa a redução do tecido adiposo corporal, sem prejudicar a massa magra e a hidratação corporal. Isso só acontece quando existe uma alimentação hipocalórica e nutricionalmente equilibrada.PERDER PESO significa uma redução no peso bruto corporal. Ou seja, redução da massa magra e da quantidade de líquido corporal. Isto pode acontecer em decorrência de uma alimentação desequilibrada, que priva o corpo dos nutrientes necessários e compromete a integridade muscular - ou pode acontecer, ainda, por um estresse físico, decorrente de alguma patologia.

Nem sempre a redução dos números - na balança - reflete uma redução de peso saudável, ou seja, um EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL. Mal estar, pele ressecada, irritabilidade, menor capacidade intelectual, podem ser alguns sintomas de PERDA DE PESO. Busque atitudes saudáveis para que a sua redução de peso não comprometa a sua massa muscular, pois isso garante o bem estar e facilita, em sequência, a sua manutenção de peso. Procure um nutricionista e faça exercícios físicos, respeitando o limite do corpo.

Fonte:www.queroviverbem.com.br






Cadela consegue salvar seus filhotes recém-nascidos de incêndio no Chile

A cachorrinha Amanda salvou seus filhotes de dez dias de um incêndio em Temuco, no Chile, segundo o jornal chileno "Soy Temuco"

  • A cachorrinha Amanda salvou seus filhotes de dez dias de um incêndio em Temuco, no Chile, segundo o jornal chileno "Soy Temuco"

    Um incêndio ocorrido na quinta-feira (9) em uma casa da cidade chilena de Temuco teve uma cadela como heroína. Amanda, que é o animal de estimação da casa destruída parcialmente pelo fogo, conseguiu salvar os cinco filhotes que deu à luz há dez dias.

    Imagens registraram Amanda salvando, um a um, seus filhotes. Enquanto os bombeiros apagavam o incêndio, a cadela entrava na casa para retirar os filhotes e colocava os cachorrinhos, a salvo das chamas, no estribo do caminhão dos bombeiros.

    Todos os animais foram levados a uma clínica veterinária e se recuperam bem, exceção feita à cachorrinha Amparo, que sofreu queimaduras graves e morreu no fim da manhã desta sexta-feira (10).
Fonte:http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/08/10/cadela-consegue-salvar-seus-filhotes-recem-nascidos-de-incendio-no-chile.htm

Cientistas descobrem como inserir tecnologia LCD em lentes de contato








O Centre of Microsystems Technology (CMST), laboratório associado ao Imec da Ghent University (Bélgica), anunciou hoje o desenvolvimento de um display LCD esférico e curvo que pode ser incorporado em lentes de contato. Assim, essa seria uma espécie de entrada para um mundo de monitores em lentes.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta apresenta novos potenciais para as aplicações médicas. Diferentemente dos protótipos com tecnologia LED, que são limitados a pequenos pixels, as com LCD possibilitam o uso de toda a área da tela.

O teste apresentado mostra um sinal de cifrão na tela, e é possível perceber que os desenhos ainda são bastante rudimentares, com qualidade semelhante à de uma calculadora de bolso.
Controle de intensidade de luz

Em relação aos propósitos médicos, as lentes seriam capazes de controlar a quantidade de luz que é enviada para a retina, ajudando nos casos de íris danificada. Além disso, futuramente, o acessório ainda pode servir como um display que sobrepõe imagens na visão de quem usa as lentes.


Principais dificuldades de desenvolvimento

Jelle De Smet, um dos pesquisadores envolvidos, disse que o maior obstáculo estava na criação de uma película LCD muito fina. Ademais, ele ainda revelou que, como o projeto envolveu novos tipos de polímeros, a maciez e a lisura da superfície foram revistas minuciosamente, trazendo ainda mais trabalho para a equipe.



Fonte:http://www.paraiba.com.br/2012/12/09/39906-cientistas-descobrem-como-inserir-tecnologia-lcd-em-lentes-de-contato


Consumo exagerado: cientistas descobrem gene da 'bebedeira'






Cientistas acreditam ter descoberto uma variação de um gene que incentiva o consumo exagerado de álcool em algumas pessoas.






O gene, conhecido como RASGRF-2, eleva o nível de substâncias químicas presentes no cérebro associadas à sensação de felicidade e acionadas com a ingestão de bebidas alcoólicas, informou a revista científica PNAS.






A equipe de pesquisadores, formada por especialistas da Universidade King's College, de Londres, descobriu que animais que não possuíam a variação do gene tinham menos "desejo" por álcool do que aqueles que apresentavam tal alteração.






O estudo também analisou exames de ressonância magnética dos cérebros de 663 adolescentes do sexo masculino.






O mapeamento revelou que em portadores da versão do gene associada à "bebedeira", todos com 14 anos de idade, havia uma atividade maior em uma parte do cérebro chamada estriado ventral, conhecida por liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer.






Quando os pesquisadores questionaram os adolescentes sobre seus hábitos de consumo de álcool dois anos depois, descobriram que aqueles que tinham a variação do gene RASGRF-2 bebiam mais frequentemente.






Contudo, o responsável pelo estudo, Gunter Schumann, explicou que ainda não há provas contundentes de que o gene, sozinho, provocaria a compulsão alcoólica, uma vez que outros fatores ambientais e genéticos também estão envolvidos.






Ele ressaltou, por outro lado, que a descoberta é importante porque joga luz sobre os motivos pelos quais algumas pessoas tendem a ser mais vulneráveis ao álcool do que outras.






"Nosso estudo indica que talvez este gene regule a sensação de bem estar que o álcool oferece para determinados indivíduos", explicou.






"As pessoas buscam situações que provoquem tal sensação de 'recompensa' e deixem-nas felizes. Portanto, se o seu cérebro for condicionado a atingir tal estágio por meio do álcool, é provável que sempre procure essa estratégia afim de alcançar tal meta".






"Agora nós entendemos a cadeia da ação: como os genes moldam a função em nossos cérebros e como que, em contrapartida, isso afeta o comportamento humano".






"Nós descobrimos que o gene RASGRF-2 tem um papel crucial em controlar como o álcool estimula o cérebro a liberar dopamina e, em seguida, ativa a sensação de recompensa".






"Portanto, para as pessoas que têm a variação genética do gene RASGRF-2, o álcool lhes proporciona uma maior sensação de recompensa, levando-as a se tornar beberrões".






Schumann reiterou, entretanto, que mais provas são necessárias para comprovar sua teoria. Ele alertou que o estudo analisou apenas adolescentes do sexo masculino e de uma determinada idade, o que dificultaria estabelecer tendências de consumo de bebidas alcoólicas ao longo prazo.




Ele disse que, no futuro, pode ser possível realizar testes genéticos para ajudar a prever quais pessoas estão mais propensas ao consumo excessivo de álcool.






As descobertas também abririam caminho a novas drogas que bloqueiam o efeito de recompensa que algumas pessoas têm após ingerir bebida alcoólica.






Por outro lado, Dominique Florin, da entidade britânica Medical Council on Alcohol, faz um alerta.






"É provável que haja um componente genético relacionado ao consumo exagerado de álcool, mas isso não quer dizer que se você tiver o gene, você não pode beber, enquanto se você não o tiver, você pode beber o quanto quiser".

Uol Notícias


“A corrupção nunca vai acabar”

“A corrupção nunca vai acabar”
Filósofos debatem a natureza, o grau e o por quê da corrupção nas atividades cotidianas


“Sempre haverá alguém capaz de beneficiar um em prejuízo de outro;
pais que abusam dos filhos, atos ilícitos na política. Mas nem por isso
será a maioria. Não creio que todas as pessoas se disponham a fazer
qualquer coisa para se beneficiarem”- Gonçalo


Márcia Abreu

À espera de um voo, o filósofo Gonçalo Armijos Palácios recebeu a reportagem. Naquela manhã ensolarada de quarta-feira, 10, os repórteres, de texto e fotográfico, o encontraram na área de alimentação do pequeno aeroporto de Goiânia. Sentado, lia um livro que não pôde ser detectado porque, rápido e gentilmente, o guardou em uma pasta para que os repórteres se acomodassem à mesa.

Observados por transeuntes e por uma banda de músicos da mesa ao lado — mais tarde por sua simpática mulher, os dois embarcaram para Buenos Aires, Argentina —, iniciaram uma discussão em torno da corrupção, ato ilícito de se obter vantagem, presente não só no Brasil, mas no mundo todo — em escalas distintas; portanto, universal. Ser corrupto ou ter uma ação corrupta em uma situação específica é da natureza humana, avalia Gonçalo, “mas não é inerente [à natureza humana].”

Na opinião do filósofo, a natureza humana se assemelha aos animais. Quando, por exemplo, um animal mata outro para se alimentar não quer dizer que seja oportunista, mas que faz aquilo porque é de sua natureza; o mesmo ocorre com os seres humanos. “A corrupção parte da natureza humana. É uma questão normal que ultrapassa nos limites.”

Chama a atenção de Gonçalo dados da ONG Transparência Internacional (de 2008), de que o Brasil está na 80º posição de índice de corrupção numa avaliação mundial, e de 2010, de que 64% dos brasileiros acreditam que a corrupção aumentou nos últimos três anos. O filósofo (docente da Universidade Federal de Goiás), que já foi professor nos EUA, não considera o grau de corrupção no Brasil alto ou assustador.

O que acontece hoje, segundo Gonçalo, é que os casos de corrupção aparecem mais, ou seja, são publicizados. Ao contrário de outros países que têm mais corrupção, mas que escondem os casos. Em sua opinião, o negativo é sempre maior que o positivo. Noutras palavras, basta ter conhecimento de alguns casos para achar que a maioria dos brasileiros é corruptível e/ou que o índice de corrupção no País é imenso. Para exemplificar, Gonçalo cita o trânsito da capital goiana.

“Em Goiânia, há muitos acidentes de trânsito. A impressão que se tem é que todo mundo erra. Mas não tem guarda específica nas ruas. Nos EUA, se o motorista fizer algo errado no trânsito, seja jogar lixo pela janela do carro na via pública ou não parar no semáforo, ele não anda uma quadra e é localizado pela polícia. As medidas de repressão são altíssimas.”

Com expressão de revolta, Gonçalo aborda o caso do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, acusado de ter pagado para ter relações sexuais com uma menor de idade em maio do ano passado. Berlusconi já esteve envolvido em vários outros escândalos, tanto políticos quanto sexuais, como no caso de outra menor com que teria tido um relacionamento e que teria levado sua mulher a lhe pedir o divórcio.

“Sílvio Berlusconi é uma vergonha para qualquer nação. Se envolve com corrupção e até hoje está no poder. E é de um país de Primeiro Mundo. No Brasil, o ex-presidente Fernando Collor caiu por muito menos [foi alvo de impeachment, em 1992, envolvido em suspeitas de corrupção, no famoso esquema organizado por PC Faria].”

Cada filósofo tem uma opinião. Gonçalo conta que, em sua obra, Platão proíbe o enriquecimento de governantes, eles não podiam sequer beber em taças de ouro ou prata. Já Thomas Hobbes diz que o homem é egoísta e mau por natureza. Por isso, o governo precisa ser detentor de poder para reprimir e castigar o cidadão. O medo fará com que a pessoa se “comporte”.

Otimismo

Gonçalo é otimista. Para ele, o cidadão não é mau, não age de má-fé e as irregularidades de abuso de poder no Brasil são menores que as que acontecem em outras partes do mundo. O Brasil é um país novo, analisa, que cresce assustadoramente e no qual a sociedade está aprendendo a lidar com a democracia e a corrupção. “O brasileiro está se manifestando contra [a corrupção].”

No caso de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, envolvido no escândalo do mensalão e que agora foi recebido de volta ao partido, o fato de a sociedade se calar não quer dizer que seja conivente com a corrupção. “As pessoas podem ter discutido em casa, com os amigos, no ambiente de trabalho e podem naturalmente não concordar com a volta. Mas fazer o quê?”, diz Gonçalo.

O discurso do filósofo Gonçalo Palácios é positivo. Ele não considera o índice de corrupção no Brasil avassalador. Para Gonçalo, o cidadão brasileiro é bem intencionado e não conivente com a corrupção. O problema está na morosidade do sistema Judiciário.

A lentidão não é uma particularidade do Brasil, diz ele. Europa, Rússia, EUA e China também sofrem do mesmo problema. Mas isso pode ser um fator contribuinte para o acontecimento de crimes. “Se existisse no Brasil um poder judiciário rápido e eficiente, haveria um avanço. Mas a sua falta acaba resultando em crimes. Alguns políticos os cometem e acabam inocentados e reeleitos. O crime prescreve. Isso é revoltante.”

Sem limites

Logo no início da conversa com o filósofo Ildeu Moreira Coelho, professor de Filosofia da Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi possível perceber que sua análise da corrupção é diferente da do filósofo Gonçalo Palácios, o que é natural. As pessoas não pensam igual.

Ildeu, que considera o assunto complexo e importante, diz que é errado achar que o brasileiro é corrupto por natureza. Ele acredita que a questão é social, educacional e cultural, mas não tem a ver com o caso específico de ser brasileiro. Em sua opinião, as pessoas estão perdendo todo e qualquer limite na busca pelo sucesso, a palavra mais usada hoje. “Há uma busca desenfreada por poder, dinheiro e prazer, tudo associado.”

Para o filósofo, o fato de a sociedade cobrar sucesso profissional, independência e estabilidade financeira faz com que as pessoas acabem passando “por cima de tudo”, isto é, contrariando leis e princípios, perdendo parâmetros. Isso, diz ele, acontece em qualquer lugar [do mundo], todos buscam mais.

Em um ponto, a avaliação de Ildeu se assemelha à de Gonçalo: sobre o grau de corrupção no País. “Há pessoas honestas, talvez mais do que a gente imagina, e políticos honestos, mesmo que poucos.”

Ildeu muda o tom de voz para falar que o combate à corrupção tem de partir dos poderes Legislativo e Judiciário, por meio de leis severas e de seus cumprimentos. Do contrário, a sociedade vai sempre querer tirar proveito de determinada situação e o político corromper ou se deixar corromper.

“Porque sempre tem a história de que o político tal é meu amigo, o fulano é meu vizinho; o parlamentar é da minha igreja.” Por outro lado, o empresário contribui financeiramente para a campanha do político, por exemplo, e depois cobra a fatura. É prefeito tirando de crianças miseráveis o direito de comer; juiz suspeito de corrupção exercendo cargo e político ficha suja atuando no Legislativo.

O filósofo conta história que aconteceu com uma aluna de filosofia na Europa. “Tendo esquecido o dinheiro em casa, ela pediu ao taxista para ir ao caixa eletrônico e ele falou que ela poderia pagá-lo no outro dia, estaria lá no mesmo lugar e horário. Ela perguntou: mas como, e se eu não vir? A senhora não fará isso porque se fizer não terei mais como acreditar na humanidade. Olha que coisa bela!”

É preciso valorização do bem público



Envolta as atividades diárias, a filósofa Helena Esser dos Reis, professora de Ética e Filosofia Política da Universidade Federal de Goiás (UFG), falou à reportagem depois de orientar a última aluna na aula do dia. Na sala de paredes claras, iniciou a conversa conceituando a palavra corrupção. “É degeneração e está ligada ao cidadão”, disse. “Não é um problema de moral privada.”

Helena acredita que para combater a corrupção é preciso valorizar o bem público. Para isso, é necessária a ideia de coletivo, o que não acontece no País. “A sociedade brasileira tradicionalmente sempre colocou seus anseios próprios em primeiro lugar. É extremamente hierarquizada e marcada pelas diferenças. As pessoas não têm ideia de vida comum.”

A filósofa cita Tiririca, deputado federal (o mais bem votado no País) no ano passado. Para ela, a mensagem do cidadão que vota no Tiririca é a de que ele gostaria de estar naquele lugar para aproveitar um pouco do sistema, ou seja, tirar proveito da posição que ocupa, ganhar benesses.

“Nos falta um sentimento de apreço pelo que é público. Isso tem de ser estimulado por meio da educação, tanto familiar quanto escolar. Mas não dá para se pensar nisso [na diminuição da corrupção] se temos uma pessoa que não sabe falar a própria língua, que não conhece o país onde mora, geograficamente e historicamente. E aí a pessoa que segue o princípio moral pode, por vezes, se corromper”, pontua Helena.

Problema tem raízes na antiguidade

A corrupção é um mal universal que varia de intensidade conforme a sua posição geográfica, avalia o doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor aposentado da Universidade Federal de Goiás (UFG) Joel Pimentel Ulhôa. Segundo ele, o suborno tem uma história que se enraíza na antiguidade. Está presente nos velhos impérios e até em organizações religiosas veneradas passando pelo período medieval, modernidade e viva ainda hoje na contemporaneidade.

“A corrupção não é atributo de nenhum povo em particular. Se manifesta especialmente no âmbito das relações de dominação na esfera de poder”, assinala Joel.

Na opinião do filósofo, a sociedade de desiguais, dos fortes e dos fracos, exploradores e explorados é campo fértil para a corrupção e para o império da “lei de Gérson” ou do salve-se quem puder. Para Joel Ulhôa, a corrupção sinaliza a degradação social e a banalidade a que se reduziram as instituições, a vulgaridade da autoridade, dos valores e princípios que dignificam o ser humano.

Joel opina que o mundo moderno acredita no “progresso”, mas que suas elites — que ele chama de poderosos de todos os matizes — querem fazê-lo estático, não tolerando mudanças que possam fragilizar o status quo e que nisso vale tudo. A escola, embora sofra a influência do meio e dos valores dominantes, diz Joel, poderia, se não fosse tão comumente destroçada pelo poder público e pelos interesses da ganância privada, ser um agente importante de mudança dessa situação em que muitos países se encontram.

Na opinião do filósofo Joel Ulhôa, a sociedade está sangrando, sofrendo e a cada dia perdendo mais as esperanças na possibilidade de um mundo melhor, mais digno. Demonstrando tristeza, ele diz que nas últimas décadas a corrupção se intensificou de tal forma que se pode dizer que o momento é de crise. No entanto, enfatiza que a palavra crise tem origem grega e significa algo como “parto”, um momento de dor, mas de espera que algo novo vai nascer.

“Essa espera, quem sabe, não é o prenúncio de novas razões de esperança de um mundo melhor, mais justo, limpo e com muito mais dignidade no trato da coisa pública e com as pequenas ações do dia a dia da vida privada.”

“O brasileiro se indigna”

Foi na área de lazer do seu prédio que o filósofo Anderson de Paula Borges, residente em Goiânia há menos de dois anos, debateu com a reportagem o assunto corrupção. Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mudou-se em 2009 para Goiânia, onde é professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Especializado em filosofia antiga, ele diz que a corrupção é antiga, mas que o brasileiro nunca gostou dela, pelo contrário, se indigna com os casos.

O que acontece hoje, segundo Anderson, é que as pessoas têm mais acesso à informação e que a mídia, por sua vez, tem levado se não todos, muitos casos ao conhecimento da sociedade.

“Sempre houve desvios”, diz Anderson. “Ao contrário do que se pensa, o Brasil não está mais corrupto.” Para o filósofo, o papel da Polícia Federal no combate à corrupção tem sido fundamental. “Temos vistos muitos casos descobertos, o que é um ganho para a sociedade.”

Anderson sugere que a mesma vigilância seja feita na vida dos políticos. Ele acredita que o poder público é o lugar onde é mais difícil não se corromper. “Difícil entrar na política e não deixar se corromper. É preciso acesso às contas bancárias dos políticos. No caso das campanhas, por que a sociedade não é informada das doações de campanha?”

Filósofos explicam se a corrupção tem ou não tem fim

Gonçalo Armijos Palácios

“A corrupção nunca vai acabar. Sempre haverá alguém capaz de beneficiar um em prejuízo de outro; pais que abusam dos filhos, atos ilícitos na política. Mas nem por isso será a maioria. Não creio que todas as pessoas se disponham a fazer qualquer coisa para se beneficiar.”

Ildeu Moreira Coelho

“É concretamente possível acabar com a corrupção. É um processo social em que cada membro da sociedade tem de assumir seu papel. O cooperativismo tem de ser combatido, o jurisdicismo precisa acabar e as leis não podem ser feitas por pessoas que queiram burlá-las.”

Helena Esser Reis

“A corrupção não vai acabar por completo. Seu combate deve ser estimulado por meio da educação, em casa pelos pais, na escola pelos mestres. Atividades como o recolhimento certo do lixo, distribuição de brinquedos pelos alunos nas entidades carentes, tudo isso alarga e a criança se liga no mundo, se comprometendo com o bem comum.”

Joel Pimentel Ulhôa

“Tenho a esperança de ver um mundo mais justo e limpo e espero poder compartilhá-la com muita gente desta nossa terra querida que anda tão machucada por aqueles que tanto poderiam fazer por ela.”

Anderson de Paula Borges

“A corrupção não tem fim porque é uma possibilidade da ação humana. O que pode ser feito é combatê-la. O brasileiro tem vergonha de sair às ruas se for pego fazendo coisas erradas. Então as leis são meios de diminuí-la (a corrupção).”



Fonte:http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/a-corrupcao-nunca-vai-acabar

Claudio Vitorino em ação..

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Aquele que acredita que o interesse coletivo está acima do interesse individual , que acredita que tudo e possível desde que tenha fé em Deus e coragem para superar os desafios...

Vida difícil? Ajude um estranho .

Pode parecer ilógico -no mínimo pouco prioritário- ajudar um estranho quando as coisas parecem confusas na nossa vida. Mas eu venho aprendendo que este é um poderoso antídoto para os dias em que tudo parece fora do lugar.

Como assim, pergunta o meu leitor mais cético? E eu explico:
Há duas situações clássicas onde podemos auxiliar uma pessoa que não conhecemos. A primeira é através de doações e gestos similares de caridade. Estes atos são maravilhosos e muito recomendáveis, mas não é deles que quero falar hoje.


Escolhi o segundo tipo: aquelas situações randômicas onde temos a oportunidade de fazer a diferença para uma pessoa desconhecida numa emergência qualquer. Na maioria das vezes, pessoas com quem esbarramos em locais públicos, envolvidas em situações que podem ir do estar atrapalhado até o precisar de mãos para apagar um incêndio.

E o que nós, imersos nas nossas próprias mazelas, distraídos por preocupações sem fim amontoadas no nosso tempo escasso, enfim, assoberbados como sempre... O que nós temos a ver com este ser humano que pode ser bom ou mau, pior, pode sequer apreciar ou reconhecer nosso esforço?


Eu vejo pelo menos seis motivos para ajudar um estranho:


1) Divergir o olhar de nossos próprios problemas
Por um momento, por menor que seja, teremos a chance de esquecer nossas preocupações.
Dedicados a resolver o problema do outro (SEMPRE mais fácil do que os nossos), descansamos nossa mente. Ganhamos energia para o próximo round de nossa própria luta.
Esta pausa pode nos dar novo fôlego ou simplesmente ser um descanso momentâneo.


2) Olhar por um outro ângulo
Vez ou outra, teremos a oportunidade de relativizar nossos próprios problemas á luz do que encontramos nestes momento. Afinal, alguns de nossos problemas não são tão grandes assim...
Uma vez ajudei Teresa, a senhora que vende balas na porta da escola de meu filho. A situação dela era impossível de ser resolvida sozinha, pois precisava “estacionar” o carrinho que havia quebrado no meio de uma rua deserta. Jamais esquecerei o olhar desesperado, a preocupação com o patrimônio em risco, com o dia de by Savings Sidekick">trabalho desperdiçado, com as providências inevitáveis e caras. E jamais me esquecerei do olhar úmido e agradecido, apesar de eu jamais ter comprado nada dela. Nem antes nem depois.
Olhei com distanciamento o problema de Teresa. E fiquei grata por não ter que trabalhar na rua, por ter tantos recursos e by Savings Sidekick">oportunidades. E agradeci por estar lá, naquela hora, na rua de pouco movimento, e poder oferecer meus braços para ela.


3) Não há antes, nem depois ...
Na intricada teia de nossos by Savings Sidekick">relacionamentos, dívidas e depósitos se amontoam. Ajudar um conhecido muitas vezes cria vínculos ou situações complexas. Ás vezes, ele espera retribuir. Outras vezes, esperamos retribuição. Se temos ressentimentos com a pessoa, ajudá-la nem sempre deixa um gosto bom na boca. Se ela tem ressentimentos conosco, fica tudo muito ruim também.
Já com estranhos são simples. É ali, naquela hora. Depois acabou. E não há antes. Que alívio!
(mas não vamos deixar de ajudar os conhecidos dentro de nossas possibilidades, hein?)


4) A gratidão pelo inesperado é deliciosa
Quem se lembra de uma vez em que recebeu uma gentileza inesperada? Não é especial? E nem sempre estamos merecendo, mal-humorados por conta do revés em questão.
Ou quando ajudamos alguém e recebemos aquele olhar espantado e feliz?
Ontem mesmo, eu estava numa fila comum de banco. Um senhor bem velhinho estava atrás de mim. Na hora em que fui chamada, pedi que ele fosse primeiro. “Mas por que, minha filha?”. “Pelos seus cabelos brancos”, respondi. Ele, agradecido, me deu uma balinha de hortelã. Tudo muito singelo, muito fácil de fazer, mas o sentimento foi boooom.


5) Quase sempre, é fácil de fazer.
Uma vez eu fiquei envolvida por uma semana com uma mãe e um bebê que vieram para São Paulo para uma cirurgia e não tinha ninguém para esperar no aeroporto. Levei para um hotel barato, acompanhei por uma semana e tive medo de estar sendo usada, reforçada pelo ceticismo de muitas pessoas ao meu redor. No final, deu tudo certo e a história era verdadeira.
Mas na maioria dos casos, não é preciso tanto risco ou tanto tempo. Uma informação; um abaixar para pegar algo que caiu; uma dica sobre um produto no supermercado. Dar o braço para um cego (nunca pegue a mão dele, deixe que ele pegue o seu braço, aprendi com meu experiente marido). Facílimo, diria o Léo. E vamos combinar, fácil é tudo que precisamos quando o dia está difícil, certo?

6) Amor, meu grande amor
Finalmente, ajudar estranhos evoca o nosso melhor eu. É comum termos sentimentos de inadequação, baixa auto-estima e insatisfação conosco quando estamos sob tempo nublado. E ajudar o outro nos lembra que somos bons e capazes. Ajudar um estranho demonstra desapego, generosidade, empatia pelo próximo. E saber que somos tudo isto quando o coração está cinza... É para olhar com orgulho no espelho, não?

Portanto, se hoje não é o seu dia... Faça o dia de alguém. E se é um dia glorioso... Vai ficar melhor!

Fonte:http://www.vivermaissimples.com/2011/03/vida-dificil-ajude-um-estranho.html

Karoline Toledo Pinto

Karoline Toledo Pinto
Karoline Agente Penitenciária a quase 10 anos , bacharelada no curso de Psicologia em uma das melhores Instituição de Ensino Superior do País , publica um importante ARTIGO SOBRE AS DOENÇAS QUE OS AGENTES PENITENCIÁRIOS DESENVOLVEM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES . Aguardem em breve aqui será publicado .APESAR DAS PERSEGUIÇÕES INFUNDADAS DAS AMEAÇAS ELA VENCEU PARABÉNS KAROL SE LIBERTOU DO NOSSO MAIOR MEDO A IGNORÂNCIA CONTE COMIGO.. OBRIGADO CLAUDIO VITORINO

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