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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Você é dominado pelos seus impulsos?





Nestes casos, estamos diante do que é conhecido como transtornos de hábitos e impulsos. Impulsos são atos recorrentemente repetidos, nocivos, desadaptativos e nem sempre secundários a outros transtornos psiquiátricos existentes. Em situação de vulnerabilidade e estresse, tendem a se agravar. Fazem sofrer não só o paciente como toda a família. Ocorre em crianças, adolescentes e adultos e não raro trazem um sentimento de alívio no momento do ato.

Alguns exemplos mais frequentes de Transtornos de hábitos e impulsos são jogo patológico, piromania , cleptomania, tricotilomania, amor patológico e dependência da internet.
Jogo patológico

Antigamente, e ainda hoje, muitos acham que o jogo patológico é um vício de pessoas fracas, irresponsáveis e perdulárias, que não se importavam com o sofrimento de seus entes queridos. Hoje, sabemos se tratar de um transtorno do controle dos impulsos do comportamento de jogar. Costuma ter início na adolescência em homens e mais tarde, em mulheres. A vida da pessoa evolui sob uma espiral decrescente onde o jogo domina a vida do indivíduo em detrimento da família, trabalho, amigos, etc. Não é incomum que o patrimônio seja dilapidado, apesar dos apelos da família. A pessoa anseia cada vez mais por ação e emoção, que fazem parte do processo patológico da doença. A vida passa a girar em função do jogo e o cuidado com a casa e com os filhos fica deteriorado e o paciente pode mentir ou até violar a lei para obter grandes somas de dinheiro para saldar grandes dívidas.

Infelizmente, o prognóstico pode ser sombrio e separação e desavenças na família são comuns. Mesmo diante de rombos financeiros de grande monta, o paciente não para de jogar por não abrir mão da excitação que o processo causa e do alívio quando comete o ato patológico.
Piromania

Ou comportamento incendiário patológico sem a presença de qualquer outro transtorno psiquiátrico em paralelo. Sem motivo aparente, a pessoa tem uma atração por fogo, seja na forma de atear fogo, preocupação com tudo relacionado ao tema, seja também com bombeiro, carro de bombeiro, etc. Existe um fascínio ao ver o fogo ardendo.
"Os transtornos de hábitos e impulsos são condições sérias, cada vez mais frequentes, e muitas vezes de prognóstico sombrio e de muito difícil tratamento"
Roubo Patológico

Também chamado de cleptomania. Igualmente, uma sensação crescente de tensão acompanha o roubo seguido de sentimento de alívio após o roubo. Geralmente os roubos são de pequena monta, podem ser guardados, jogados fora e geralmente não ficam para o uso pessoal. Costuma ser um ato solitário, sem um cúmplice. Conforme o perfil que acompanha os sujeitos com transtornos dos impulsos, a excitação atinge um platô na hora do roubo e um alívio após o mesmo. Uma jovem cleptomaníaca, ao ser perguntada o que fazia com os objetos roubados, disse que a grande maioria ela jogava fora, pois seriam reconhecidos pelos pais ou pelo namorado.
Tricotilomania

A pessoa não consegue impedir o impulso de arrancar os cabelos, que podem ser de qualquer local do corpo, como cabelos da cabeça, cílios, sobrancelhas, pelos pubianos, axilares, etc. Muito visto em crianças pequenas, também não é raro ocorrer nos adolescentes e adultos. A área pode ser tão extensa que a pessoa fica com áreas de pelada (áreas da cabeça que ficam sem cabelo).
Amor Patológico

Comportamento repetitivo e descontrolado de dar atenção e cuidados ao parceiro, de modo desmedido, muitas vezes com a intenção, velada, de receber afeto e evitar sentimento de insegurança e minusvalia. O parceiro reclama desta atitude inadequada, se mostra irritado com isso, mas é em vão. A pessoa amada costuma ficar sufocada e o desfecho não raro é ruim, com a perda do ente querido. Por alguns é chamado de ciúme patológico.
Dependência da Internet

Não existe ainda um consenso na comunidade científica sobre a dependência à internet. Goldberg, em 96, foi o primeiro a denominar esta condição como um transtorno dos impulsos. Segundo ele, teria que haver um padrão desadaptativo do uso da internet gerando: a) um mal estar não adaptativo em várias áreas, o desenvolvimento de tolerância (necessidade de cada vez mais tempo na internet para obter satisfação), b) abstinência (agitação, irritabilidade, pensamentos obsessivos sobre internet entre outros quando saía do computador) c) presença de sérios prejuízos da qualidade de vida em todos os setores da vida da pessoa, d) o uso da internet diretamente relacionado a aliviar os sintomas da abstinência, e) continuar o uso excessivo da internet mesmo sabendo que a vida familiar, afetiva, social e profissional está se deteriorando.

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Ilustração de um caso

João *, 15 anos, sempre foi tímido em excesso e com oito anos recebeu o diagnóstico de ansiedade social. Desde os 14 anos, segundo sua mãe, ele passou a se trancar em seu quarto, cada dia chegava mais tarde na escola e se isolou cada dia mais dos amigos. Sua vida ficou "virtual". Com o passar dos meses ele foi sentindo um prazer extremo quando acessava várias páginas da internet ao mesmo tempo, acessando vários tipos de pessoas ao mesmo tempo e tudo que aquilo lhe causava um sentimento de excitação, onipotência e curiosidade, chegando ao clímax quando ele conseguia abrir mais de 40 telas ao mesmo tempo. Só assim conseguia obter um sentimento de relaxamento e bem estar, a ponto de não conseguir abster-se de tal atitude, mesmo sabendo que estava atrapalhando os seus estudos e a vida em geral. Suas horas de sono se reduziram, chegando a virar noites, pois não conseguia sair da internet.

Os transtornos de hábitos e impulsos são condições sérias, cada vez mais frequentes, e muitas vezes de prognóstico sombrio e de muito difícil tratamento. Os sintomas, sempre que percebido pelos familiares, devem ser notificados e o paciente deve imediatamente ser levado ao psiquiatra e toda a família deve também ser tratada.

* nome fictício


Fonte:http://minhavida.uol.com.br/bem-estar/materias/15714-voce-e-dominado-pelos-seus-impulsos#AncoraTopoPagina

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Um espaço verdadeiramente democrático , não limitamos e restringimos qualquer tipo de expressão , não toleramos racismo preconceito ou qualquer outro tipo de discriminação..Obrigado Claudio Vitorino

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Aquele que acredita que o interesse coletivo está acima do interesse individual , que acredita que tudo e possível desde que tenha fé em Deus e coragem para superar os desafios...

Vida difícil? Ajude um estranho .

Pode parecer ilógico -no mínimo pouco prioritário- ajudar um estranho quando as coisas parecem confusas na nossa vida. Mas eu venho aprendendo que este é um poderoso antídoto para os dias em que tudo parece fora do lugar.

Como assim, pergunta o meu leitor mais cético? E eu explico:
Há duas situações clássicas onde podemos auxiliar uma pessoa que não conhecemos. A primeira é através de doações e gestos similares de caridade. Estes atos são maravilhosos e muito recomendáveis, mas não é deles que quero falar hoje.


Escolhi o segundo tipo: aquelas situações randômicas onde temos a oportunidade de fazer a diferença para uma pessoa desconhecida numa emergência qualquer. Na maioria das vezes, pessoas com quem esbarramos em locais públicos, envolvidas em situações que podem ir do estar atrapalhado até o precisar de mãos para apagar um incêndio.

E o que nós, imersos nas nossas próprias mazelas, distraídos por preocupações sem fim amontoadas no nosso tempo escasso, enfim, assoberbados como sempre... O que nós temos a ver com este ser humano que pode ser bom ou mau, pior, pode sequer apreciar ou reconhecer nosso esforço?


Eu vejo pelo menos seis motivos para ajudar um estranho:


1) Divergir o olhar de nossos próprios problemas
Por um momento, por menor que seja, teremos a chance de esquecer nossas preocupações.
Dedicados a resolver o problema do outro (SEMPRE mais fácil do que os nossos), descansamos nossa mente. Ganhamos energia para o próximo round de nossa própria luta.
Esta pausa pode nos dar novo fôlego ou simplesmente ser um descanso momentâneo.


2) Olhar por um outro ângulo
Vez ou outra, teremos a oportunidade de relativizar nossos próprios problemas á luz do que encontramos nestes momento. Afinal, alguns de nossos problemas não são tão grandes assim...
Uma vez ajudei Teresa, a senhora que vende balas na porta da escola de meu filho. A situação dela era impossível de ser resolvida sozinha, pois precisava “estacionar” o carrinho que havia quebrado no meio de uma rua deserta. Jamais esquecerei o olhar desesperado, a preocupação com o patrimônio em risco, com o dia de by Savings Sidekick">trabalho desperdiçado, com as providências inevitáveis e caras. E jamais me esquecerei do olhar úmido e agradecido, apesar de eu jamais ter comprado nada dela. Nem antes nem depois.
Olhei com distanciamento o problema de Teresa. E fiquei grata por não ter que trabalhar na rua, por ter tantos recursos e by Savings Sidekick">oportunidades. E agradeci por estar lá, naquela hora, na rua de pouco movimento, e poder oferecer meus braços para ela.


3) Não há antes, nem depois ...
Na intricada teia de nossos by Savings Sidekick">relacionamentos, dívidas e depósitos se amontoam. Ajudar um conhecido muitas vezes cria vínculos ou situações complexas. Ás vezes, ele espera retribuir. Outras vezes, esperamos retribuição. Se temos ressentimentos com a pessoa, ajudá-la nem sempre deixa um gosto bom na boca. Se ela tem ressentimentos conosco, fica tudo muito ruim também.
Já com estranhos são simples. É ali, naquela hora. Depois acabou. E não há antes. Que alívio!
(mas não vamos deixar de ajudar os conhecidos dentro de nossas possibilidades, hein?)


4) A gratidão pelo inesperado é deliciosa
Quem se lembra de uma vez em que recebeu uma gentileza inesperada? Não é especial? E nem sempre estamos merecendo, mal-humorados por conta do revés em questão.
Ou quando ajudamos alguém e recebemos aquele olhar espantado e feliz?
Ontem mesmo, eu estava numa fila comum de banco. Um senhor bem velhinho estava atrás de mim. Na hora em que fui chamada, pedi que ele fosse primeiro. “Mas por que, minha filha?”. “Pelos seus cabelos brancos”, respondi. Ele, agradecido, me deu uma balinha de hortelã. Tudo muito singelo, muito fácil de fazer, mas o sentimento foi boooom.


5) Quase sempre, é fácil de fazer.
Uma vez eu fiquei envolvida por uma semana com uma mãe e um bebê que vieram para São Paulo para uma cirurgia e não tinha ninguém para esperar no aeroporto. Levei para um hotel barato, acompanhei por uma semana e tive medo de estar sendo usada, reforçada pelo ceticismo de muitas pessoas ao meu redor. No final, deu tudo certo e a história era verdadeira.
Mas na maioria dos casos, não é preciso tanto risco ou tanto tempo. Uma informação; um abaixar para pegar algo que caiu; uma dica sobre um produto no supermercado. Dar o braço para um cego (nunca pegue a mão dele, deixe que ele pegue o seu braço, aprendi com meu experiente marido). Facílimo, diria o Léo. E vamos combinar, fácil é tudo que precisamos quando o dia está difícil, certo?

6) Amor, meu grande amor
Finalmente, ajudar estranhos evoca o nosso melhor eu. É comum termos sentimentos de inadequação, baixa auto-estima e insatisfação conosco quando estamos sob tempo nublado. E ajudar o outro nos lembra que somos bons e capazes. Ajudar um estranho demonstra desapego, generosidade, empatia pelo próximo. E saber que somos tudo isto quando o coração está cinza... É para olhar com orgulho no espelho, não?

Portanto, se hoje não é o seu dia... Faça o dia de alguém. E se é um dia glorioso... Vai ficar melhor!

Fonte:http://www.vivermaissimples.com/2011/03/vida-dificil-ajude-um-estranho.html

Karoline Toledo Pinto

Karoline Toledo Pinto
Karoline Agente Penitenciária a quase 10 anos , bacharelada no curso de Psicologia em uma das melhores Instituição de Ensino Superior do País , publica um importante ARTIGO SOBRE AS DOENÇAS QUE OS AGENTES PENITENCIÁRIOS DESENVOLVEM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES . Aguardem em breve aqui será publicado .APESAR DAS PERSEGUIÇÕES INFUNDADAS DAS AMEAÇAS ELA VENCEU PARABÉNS KAROL SE LIBERTOU DO NOSSO MAIOR MEDO A IGNORÂNCIA CONTE COMIGO.. OBRIGADO CLAUDIO VITORINO

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