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terça-feira, 13 de novembro de 2012

A VERDADE INCOMODA

Conta a lenda que o conquistador Gengis Khan, conhecido e temido por sua crueldade nos combates, mandava matar os mensageiros quando estes traziam más notícias. Guardadas as proporções, essa reação de inconformismo com a verdade ainda motiva nos dias de hoje ações de represália e violência contra quem ousa informar a verdade. Veja-se o que está ocorrendo com a estudante catarinense Isadora Faber, de 13 anos, que resolveu criar uma página no Facebook para relatar o dia a dia de sua escola. Desde então, ela já foi repreen- dida pela direção, foi processada por uma professora, teve que prestar depoimento em delegacias, teve seu trabalho indevidamente utilizado por um candidato na recente campanha eleitoral e, nesta última semana, teve sua casa apedrejada e foi ameaçada de agressão por ter denunciado uma irregularidade na prestação de um serviço para a escola. A adolescente sofre as consequências de ter se transformado numa espécie de jornalista informal.

O jornalismo independente e responsável enfrenta, historicamente, a perseguição sistemática de ditadores, políticos, autoridades e cidadãos que atuam à sombra e não gostam de ver suas malfeitorias reveladas. Com as exceções que se conhece, os incomodados já não mandam matar os mensageiros como fazia o guerreiro mongol. Mas censuram, constrangem, usam o poder político e econômico para calar as críticas e não hesitam em beneficiar aqueles que apenas os elogiam.

Por isso, luta-se tanto pela liberdade de expressão. A prerrogativa de informar sem sofrer represálias não é um privilégio dos jornalistas e das empresas de comunicação. É, antes de tudo, o direito dos cidadãos de serem informados corretamente, sem qualquer tipo de censura ou restrição. Esse é um pré-requisito indispensável para a busca da verdade.

Evidentemente, o direito de informar também impõe responsabilidades. Para merecer a atenção e o respeito de seus públicos, os meios de comunicação têm o dever de apresentar todas as versões dos fatos, de contemplar a pluralidade de opiniões e de colocar o interesse coletivo acima de seus próprios interesses. E é exatamente o público, na condição de consumidor e beneficiário da informação, que deve avaliar e julgar os veículos e profissionais. Só o cidadão, no exercício de seu direito de escolha, deve ter poderes para selecionar a informação que deseja receber. É inadmissível que governos ou órgãos por eles criados queiram controlar a informação.

A internet amplificou na sociedade moderna as competências para produzir e receber informações, transferindo para indivíduos como a pequena Isadora a possibilidade de se comunicar instantaneamente com milhões de outras pessoas. Ao escolher a sua escola como objeto de análises e comentários, a menina está exercendo um direito de cidadania, que certamente também inclui a responsabilidade de mostrar a verdade e de não fazer acusações infundadas. Em qualquer hipótese, porém, ela deve ser protegida. Matar o mensageiro, além de crime, é uma ignorância medieval. E atirar pedras também.



O editorial ao lado foi publicado antecipadamente no site e no Facebook de Zero Hora, na sexta-feira. Os comentários selecionados para a edição impressa mantêm a proporcionalidade de aprovações e discordâncias. A questão proposta aos leitores foi a seguinte: Editorial condena tentativas de controle da informação. Você concorda?

O leitor concorda

Concordo. A liberdade de informação é uma das prerrogativas fundamentais para a manutenção de uma democracia. Tentar silenciá-la é dar aval para que malfeitorias se propaguem ainda mais. Nícholas Gheno, São José do Herval (RS)

Quando um governo tenta reprimir a imprensa ou o livre pensador, na verdade está querendo esconder safadezas de toda ordem.Com as condenações do mensalão, o PT e suas adjacentes tentam passar a ideia de que são mártires da imprensa golpista, de um STF golpista, onde só dois ministros prestam, Lewandowski e Toffoli. Isso aí já está causando náuseas aos não fanáticos, aos que não usam viseiras idiotas, não é? Rolando Scoreda, Vespasiano Correa (RS)

Querem a todo custo que seja definido o marco regulatório da mídia, ora, isso é censura, esse pessoal que está no poder quer de uma maneira ou de outra transformar o Brasil numa Cuba, seja fazendo com que as pessoas fiquem temerosas, não se manifestem. Controle da mídia, cotas, mentiras, tentativas de desconsiderar as instituições. No Brasil dos brasileiros, é proibido proibir. Claudio Santos, Jaguarão (RS)

Concordo. Cada ser humano é que deve, a partir de suas convicções, definir o que deve seguir, isso tudo com coerência e com padrão ético correto. Se alguém controlar as informações em nosso lugar, teremos que aceitar um pensamento que muitas vezes não seria o nosso se tivéssemos liberdade de escolha. Ronie Ossuoski, Osório (RS)

Concordo com o editorial, pois o controle da informação nada mais é que o início de um Estado totalitário, onde o acesso de informação é restrito a poucos, de forma a deixar a população ignorante dos acontecimentos. João Batista Giacobbo, Esteio (RS)

O leitor discorda

Discordo. A informação hoje já é controlada, mas por conglomerados de comunicação privados, que têm compromissos com seus patrocinadores. Entre um controle secreto por parte da meia dúzia de famílias que controlam a mídia brasileira e o controle transparente do governo, fico com a segunda opção. Walter Souza – Porto Alegre (RS)

As atuais oligarquias da comunicação brasileira, com origens na ditadura militar, aplicam censura na informação e monopólio de opinião. A dita liberdade de expressão defendida é uma mentira, pois só informam aquilo que querem e do ponto de vista alinhado com suas linhas editoriais. O expediente utilizado é velho e preocupante. Dominam televisões, rádios, jornais, e mais recentemente estão expandindo seu poderio para a internet, e com este alcance na população aplicando uma hegemonia de opinião com claros interesses políticos e econômicos. Sim, a verdade incomoda e, quando falo em expediente velho e preocupante, remeto meu pensamento à propaganda nazista. A mídia brasileira, comandada pela Sociedade Interamericana de Imprensa, estudou e aprimorou os ensinamentos de Paul J. Goebbels para controlar o povo e vem conseguindo exercer este controle com sucesso. O controle de informação existe há muito tempo no Brasil, não é novidade, e é aplicado pela mídia brasileira. Vivemos uma ditadura no jornalismo! Luciano Schafer – Porto Alegre (RS) 



Fonte:http://ordemeliberdadebrasil.blogspot.com.br/2012/11/a-verdade-incomoda.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+OrdemELiberdadeBrasil+%28%3Cb%3EORDEM+E+LIBERDADE+BRASIL%3C/b%3E%29

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Um espaço verdadeiramente democrático , não limitamos e restringimos qualquer tipo de expressão , não toleramos racismo preconceito ou qualquer outro tipo de discriminação..Obrigado Claudio Vitorino

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Claudio Vitorino em ação..

Aquele que acredita que o interesse coletivo está acima do interesse individual , que acredita que tudo e possível desde que tenha fé em Deus e coragem para superar os desafios...

Vida difícil? Ajude um estranho .

Pode parecer ilógico -no mínimo pouco prioritário- ajudar um estranho quando as coisas parecem confusas na nossa vida. Mas eu venho aprendendo que este é um poderoso antídoto para os dias em que tudo parece fora do lugar.

Como assim, pergunta o meu leitor mais cético? E eu explico:
Há duas situações clássicas onde podemos auxiliar uma pessoa que não conhecemos. A primeira é através de doações e gestos similares de caridade. Estes atos são maravilhosos e muito recomendáveis, mas não é deles que quero falar hoje.


Escolhi o segundo tipo: aquelas situações randômicas onde temos a oportunidade de fazer a diferença para uma pessoa desconhecida numa emergência qualquer. Na maioria das vezes, pessoas com quem esbarramos em locais públicos, envolvidas em situações que podem ir do estar atrapalhado até o precisar de mãos para apagar um incêndio.

E o que nós, imersos nas nossas próprias mazelas, distraídos por preocupações sem fim amontoadas no nosso tempo escasso, enfim, assoberbados como sempre... O que nós temos a ver com este ser humano que pode ser bom ou mau, pior, pode sequer apreciar ou reconhecer nosso esforço?


Eu vejo pelo menos seis motivos para ajudar um estranho:


1) Divergir o olhar de nossos próprios problemas
Por um momento, por menor que seja, teremos a chance de esquecer nossas preocupações.
Dedicados a resolver o problema do outro (SEMPRE mais fácil do que os nossos), descansamos nossa mente. Ganhamos energia para o próximo round de nossa própria luta.
Esta pausa pode nos dar novo fôlego ou simplesmente ser um descanso momentâneo.


2) Olhar por um outro ângulo
Vez ou outra, teremos a oportunidade de relativizar nossos próprios problemas á luz do que encontramos nestes momento. Afinal, alguns de nossos problemas não são tão grandes assim...
Uma vez ajudei Teresa, a senhora que vende balas na porta da escola de meu filho. A situação dela era impossível de ser resolvida sozinha, pois precisava “estacionar” o carrinho que havia quebrado no meio de uma rua deserta. Jamais esquecerei o olhar desesperado, a preocupação com o patrimônio em risco, com o dia de by Savings Sidekick">trabalho desperdiçado, com as providências inevitáveis e caras. E jamais me esquecerei do olhar úmido e agradecido, apesar de eu jamais ter comprado nada dela. Nem antes nem depois.
Olhei com distanciamento o problema de Teresa. E fiquei grata por não ter que trabalhar na rua, por ter tantos recursos e by Savings Sidekick">oportunidades. E agradeci por estar lá, naquela hora, na rua de pouco movimento, e poder oferecer meus braços para ela.


3) Não há antes, nem depois ...
Na intricada teia de nossos by Savings Sidekick">relacionamentos, dívidas e depósitos se amontoam. Ajudar um conhecido muitas vezes cria vínculos ou situações complexas. Ás vezes, ele espera retribuir. Outras vezes, esperamos retribuição. Se temos ressentimentos com a pessoa, ajudá-la nem sempre deixa um gosto bom na boca. Se ela tem ressentimentos conosco, fica tudo muito ruim também.
Já com estranhos são simples. É ali, naquela hora. Depois acabou. E não há antes. Que alívio!
(mas não vamos deixar de ajudar os conhecidos dentro de nossas possibilidades, hein?)


4) A gratidão pelo inesperado é deliciosa
Quem se lembra de uma vez em que recebeu uma gentileza inesperada? Não é especial? E nem sempre estamos merecendo, mal-humorados por conta do revés em questão.
Ou quando ajudamos alguém e recebemos aquele olhar espantado e feliz?
Ontem mesmo, eu estava numa fila comum de banco. Um senhor bem velhinho estava atrás de mim. Na hora em que fui chamada, pedi que ele fosse primeiro. “Mas por que, minha filha?”. “Pelos seus cabelos brancos”, respondi. Ele, agradecido, me deu uma balinha de hortelã. Tudo muito singelo, muito fácil de fazer, mas o sentimento foi boooom.


5) Quase sempre, é fácil de fazer.
Uma vez eu fiquei envolvida por uma semana com uma mãe e um bebê que vieram para São Paulo para uma cirurgia e não tinha ninguém para esperar no aeroporto. Levei para um hotel barato, acompanhei por uma semana e tive medo de estar sendo usada, reforçada pelo ceticismo de muitas pessoas ao meu redor. No final, deu tudo certo e a história era verdadeira.
Mas na maioria dos casos, não é preciso tanto risco ou tanto tempo. Uma informação; um abaixar para pegar algo que caiu; uma dica sobre um produto no supermercado. Dar o braço para um cego (nunca pegue a mão dele, deixe que ele pegue o seu braço, aprendi com meu experiente marido). Facílimo, diria o Léo. E vamos combinar, fácil é tudo que precisamos quando o dia está difícil, certo?

6) Amor, meu grande amor
Finalmente, ajudar estranhos evoca o nosso melhor eu. É comum termos sentimentos de inadequação, baixa auto-estima e insatisfação conosco quando estamos sob tempo nublado. E ajudar o outro nos lembra que somos bons e capazes. Ajudar um estranho demonstra desapego, generosidade, empatia pelo próximo. E saber que somos tudo isto quando o coração está cinza... É para olhar com orgulho no espelho, não?

Portanto, se hoje não é o seu dia... Faça o dia de alguém. E se é um dia glorioso... Vai ficar melhor!

Fonte:http://www.vivermaissimples.com/2011/03/vida-dificil-ajude-um-estranho.html

Karoline Toledo Pinto

Karoline Toledo Pinto
Karoline Agente Penitenciária a quase 10 anos , bacharelada no curso de Psicologia em uma das melhores Instituição de Ensino Superior do País , publica um importante ARTIGO SOBRE AS DOENÇAS QUE OS AGENTES PENITENCIÁRIOS DESENVOLVEM NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES . Aguardem em breve aqui será publicado .APESAR DAS PERSEGUIÇÕES INFUNDADAS DAS AMEAÇAS ELA VENCEU PARABÉNS KAROL SE LIBERTOU DO NOSSO MAIOR MEDO A IGNORÂNCIA CONTE COMIGO.. OBRIGADO CLAUDIO VITORINO

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